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Novas mídias

global-community-thumb6476377Todos os dias alguém anuncia o fim das mídias tradicionais, particularmente a mídia impressa, com o crescimento das novas mídias (mídias sociais, via Internet).

Verdade seja dita que uma das mídias mais questionadas quanto à sua sobrevivência, o radio, foi a que mais se revigorou e rejuvenesceu com o advento da Internet. Hoje, quase todos os radialistas são blogueiros (ou são os blogueiros que viraram jornalistas?) e os ancoras dos principais programas jornalisticos trabalham ao vivo, plugados na Internet, enquanto conferem outras mídias (TV e mídias impressas).

Para utilizar um exemplo real e recente, os distribuidores de jornalzinhos gratuitos (tipo Metro News) enviam torpedos para as redações dos jornais matutinos (CBN, Band News) informando ao vivo sobre a situação do trânsito, o que é imediatamente repassado aos ouvintes. Isso é melhor que o helicóptero que cobre o trânsito!

A TV já passou por uma onda de revitalização, com a popularização da TV a cabo. Hoje, canais temáticos como NatGeo, GNT, Multishow, Globo News e os vários canais de filmes e esportes, certamente atingem o telespectador “na veia”.  A chegada da TV Digital dará o próximo passo, integrando a TV à Internet e à personalização total do atendimento.

A indústria do cinema também não morreu com a concorrência da TV, se reinventando com a produção em massa de videos caseiros  e o pay per view da própria TV. Mais recentemente, o 3D ressuscitou, junto com as salas Multiplex e o atendimento de luxo, com poltronas reclináveis e atendimento de bar in loco.

Portanto, sobram os jornais e revistas, que tremem à menção da palavra blog, Mais que isso, tremem à menção do termo Mídia Social, sinônimo (além do blog), de Twitter, YouTube, Flickr, Slideshare, Linkedin, Orkut, Facebook, etc. Nesse mundo novo, todos geram conteúdo e todos opinam. Os jornais também tremem diante das mídias online “mal passadas”, tipo Terra, UOL, G1, CNN, etc, além dos painéis de notícias de elevador (tipo Elemídia), temendo que matem no público a vontade de ler a notícia impressa.

Falta nessa análise incluir uma palavrinha, que faz toda a diferença: CREDIBILIDADE. A credibilidade está sempre associada à uma marca conhecida que inspira alguma coisa: segurança, inovação, emoção, mudança, poder, crescimento, etc. Marcas são associadas a empresas, pessoas, instituições e entidades de quaisquer tipos. Um jornalista blogueiro é às vezes uma marca muito mais forte e visível do que o jornal que o contrata (apenas ele não se deu conta disso, ou tem mêdo da responsabilidade). Da mesma forma, um politico pode ter uma marca mais forte que seu partido. A marca Lula, por exemplo, hoje provê credibilidade ao PT.

Tudo isso para dizer o seguinte: não é qualquer blogueiro, ou qualquer twiteiro que vai ameaçar a estabilidade das grandes mídias tradicionais; são novas marcas, de pessoas ou entidades, que utilizarão a web para fazer um contraponto à mídia tradicional. Como marcas não são construídas da noite para o dia e como nem sempre pessoas físicas com marcas relevantes querem expô-las na Internet, eu acredito que o processo de compartilhamento de poder entre as mídias tradicionais e as novas mídias vai levar algum tempo para ocorrer. Quanto tempo… um, cinco, dez anos? Só Deus sabe, pois o processo de transferência de influência entre mídias tradicionais e mídias sociais é um processo que transforma a sí mesmo ao ser executado. Essa é uma das características mais intrigantes da mídia social: quem inicia um movimento nunca sabe onde ele deve terminar.

Portanto, a nós, míseros consumidores, ou mesmo poderosos geradores de conteúdo de mídia social, só nos resta uma alternativa: não ignorar, mas participar ativamente dessa nova onda, seja ela uma marolinha, ou um tsunami.

O Brasil tem jeito?

brasileiro_~200572978-001Ignorância, corrupção endêmica, violência, destruição da natureza, miséria, péssima distribuição de renda, concentração urbana, sistema carcerário da idade média, falta de representatividade política, etc, são alguns dos males que muito nos incomodam. O receituário de mudanças são conhecidos e veiculados na imprensa diariamente: reformas política, eleitoral, trabalhista, judiciária, tributária, trabalhista, enfim, uma nova constituição e uma reforma ampla do código civil.

Será que temos energia para todas essas mudanças, tão necessárias? Infelizmente, não acredito que haja a menor possibilidade prática de sucesso no curto prazo. Como você, eu também me sinto revoltado por ser prisioneiro de uma país ignorante e cruel (imagine então se fosssemos venezuelanos, paraguaios ou bolivianos?!).

Razões pelas quais não acredito que o Brasil mude em menos de 2 a 3 gerações:

  1. A postura do brasileiro é péssima (individualista e preguiçoso para encarar mudanças) e isto é assim desde Dom João VI (leia o livro “1808″… é brilhante).
  2. O brasileiro odeia política e por conta disso delega a gestão da coisa pública a uma súcia de ratos.
  3. O brasileiro, em geral, acha que a corrupção é aceitável e aprendeu a conviver com ela (participativamente).
  4. Os poucos políticos que pareciam ter uma postura honesta, mesmo que ideologicamente pudessemos discordar deles (vide Suplcy e Gabeira), se mostraram no escândalo das passagens aéreas como “farinha do mesmo saco”.
  5. O brasileiro médio é muito ignorante para entender todos os erros do país.
  6. Mesmo que um governante visionário decidisse investir pesado na educação de uma geração inteira, só sentiriamos os efeitos positivos em uns 50 anos.
  7. O brasileiro adora políticos “paizões”, que cuidam dele, como Getúlio e Lula. Quando o Lula morrer, outro oportunista como ele vai substituí-lo.
  8. O Brasil está engessado a partir de sua constituição e de pilares jurídicos pré-históricos. O povo não entende e os políticos não querem mudar. Perdemos a chance histórica da “faxina rápida” na revolução de 64, coisa que (com toda sua violência nefasta) os chilenos fizeram.
  9. Os partidos estão dominados e gente limpa não consegue se infiltrar (vide tentativa no passado do Antonio Ermírio).
  10. Para criar um novo partido que se torne representativo temos barreiras quase intransponíveis na legislação eleitoral.

Isso quer dizer que o Brasil não tem jeito? NÃO! Quer dizer que vai levar séculos. Corrupção e ignorância só se curam com séculos de democracia. Enquanto temos algumas poucas décadas, americanos e europeus somam séculos de constituições estáveis e regras do jogo bem claras e definidas. Sinto dizer, mas não acho que exista atalho para o amadurecimento da democracia e este ainda é dos piores caminhos o melhor, senão o único.

Geeks

geek-greetings-thumb4964327Segundo a Wikipédia, a palavra geek teve seu primeiro registro em 1876, como sinônimo de fool (bobo) e posteriormente passou a designar artistas ambulantes que ganhavam a vida exibindo-se nos mafuás, ou nas ruas, em performances bizarras que incluíam arrancar a cabeça de uma galinha viva com os dentes ou comer insetos (bugs). Por analogia, passou-se a designar como computer geek aquele que ganha à vida “comendo “bugs de computador”.

Hoje a invasão tecnológica tenta transformar todos nós em geeks. Eu estou longe de ser um geek, mas tenho a tecnologia fluindo pelas veias. Sou engenheiro, meu primeiro emprego foi como analista de suporte técnico e segui por toda a vida vendendo tecnologia (da informação), sempre em empresas de ponta (lideres de mercado em suas especialidades). Quando decidi me tornar empresário, peguei um pouco mais leve, me “bandeando” para o setor de comunicação corporativa, mas ainda atendendo a empresas do setor de tecnologia. A razão deste parágrafo é estabelecer minha credibilidade, antes de tomar da marreta e começar a  destruir mitos.

O que é tecnologia? Não é o foguete que levou o homem até a Lua, nem o computador que fez os cálculos que viabilizaram esse milagre. Computadores, foguetes, software, Ferraris, Boeings, etc, não são mais que um monte de quinquilharias sem duas coisas: um propósito e seres humanos para realizá-los.

A tecnologia para fazer algum sentido deve de alguma forma contribuir para a melhoria de vida dos seres humanos. Sem um propósito, a tecnologia pura e simples pode tirar nosso foco da única coisa que realmente importa, do berço ao tumulo: viver e interagir com outras pessoas.

A primeira mostra de tecnologia que um ser humano provou foi o fogo. Mas, mesmo essa maravilha, que nos serve até hoje, só se tornou útil quando o homem descobriu que com o fogo poderia iluminar a escuridão, cozer alimentos, se aquecer e fundir metais. Até aí, o fogo provavelmente teve apenas efeito hipnótico (é o que eu sinto ainda hoje olhando uma fogueira), desviando a atenção do Adão para com sua Eva.

Esse encantamento é típico de qualquer nova tecnologia. Não são todos, mas alguns ficam tão embasbacados com novas tecnologias, que se esquecem do seu principal propósito: nos servir, e não o contrário. Vamos a alguns exemplos perversos:

  • Durante apresentação de um colega, numa reunião de empresa, nós ficamos checando e-mail no celular 3G.
  • Levamos o celular para a praia, ou para o parque, mesmo que não sejamos um médico com paciente prestes a dar a luz.
  • Ficamos checando o Twitter, enquanto a esposa põe a mesa do jantar e tenta estabelecer um diálogo.
  • Deixamos a família assistindo ao DVD, ou ao futebol, sozinha, enquanto navegamos na web com o laptop no colo.
  • Gastamos mais tempo na Internet do que com a namorada, ou esposa (ao vivo, claro).
  • Preferimos Twitar sobre vinhos do que tomá-los.
  • Gostamos mais do simulador de vôo no PC do que de uma viagem real.
  • Preferimos ver fotos no Flickr, do que ver o por do sol na praia.
  • Preferimos os joguinhos eletrônicos do que ir ao cinema com a namorada Meu filho tem uma guitarra-game, na qual é expert, enquanto se nega a aprender tocar guitarra de verdade?!
  • Preferimos o game FIFA 2008, do que assistir a Corinthians X Palmeiras no Pacaembu.
  • Gastamos mais tempo extraindo e tabulando informações de nosso relógio Garmin GPS Trainer, do que correndo, ou pedalando.
  • Etc…

E onde acaba tudo isso? Em lugar nenhum, já que as tecnologias passam e o mundo real lá fora continua igual. Apenas não participamos dele, ou participamos pouco, até que um dia você se olha no espelho e, surprise, está velho e não aproveitou a vida como poderia. Tenho um amigo que quer ser enterrado com seus gadgets. É uma escolha….

Yoani

yoani_graffitiEu fiquei sabendo da existência da Yoani Sánchez nesta semana. Talvez eu esteja descobrindo a América com 500 anos de atraso, já que esta blogueira tornou-se uma pop star já há algum tempo. Para quem como eu nunca ouviu falar da Yoani, seu blog Generacion Y registra 4 milhões de visitas diárias! Ela foi eleita pela revista Time como a 31a. pessoa mais influente do mundo em 2008 e ganhou o prêmio do júri do 5o. “The Bobs” (concurso mundial de blogs organizado pelo grupo alemão de mídia Deutsche Welle), como melhor blog do ano.

Até aí tudo bem. A Yoani seria apenas uma ótima blogueira, se ela não fosse cubana, morando em Havana. Apesar do governo cubano ter liberado a venda de computadores, o acesso à internet continua restrito às empresas estatais, aos hotéis de luxo e a alguns poucos cybercafés em Cuba. Para postar em seu blog (o que ela faz com relativa freqüência), Yoani depende de uma rede social de amigos, espalhada pelo mundo. Seu blog é postado a partir da Alemanha, mas antes disso ela arrisca o pescoço em pequenas aventuras cibernéticas. Ela se disfarça de turista, veste uma roupa florida bem americana, escolhe um hotel ao acaso e cumprimenta o porteiro em alemão. Uma vez no saguão do hotel, ela se dirige para a sala de computadores, onde descarrega um texto escrito em casa e trazido no seu pen drive (o que é vital para gastar pouquíssimo tempo de conexão).

O Generacion Y é critico e discorre sobre as agruras da rotina de um cubano, falando escancaradamente da ditadura. O governo Raul Castro, que não quer ser assumido como uma ditadura, sabe da existência do blog, mas não sabe o que fazer a respeito. Yoani simplesmente tornou-se famosa demais para ser presa. Para mim Yoani tornou-se um símbolo da liberdade proporcionada pelas redes sociais. Esse é um lado azul da Internet, que poucos enxergam. As redes sociais fazem hoje o papel dos antigos rádio amadores, que ajudavam pessoas a milhares de quilômetros por puro senso de solidariedade. A solidariedade web é ainda mais interessante, pois não se trata de uma ato, mas de um processo solidário, através do qual blogueiros e twiteiros anônimos que mantêm Yoani viva.

Se vocês querem fazer parte dessa rede social de solidariedade acessem o blog da Yoani e auxiliem a espalhar seu grito de liberdade pelo mundo. Vou encerrar meu post com um trechinho tirado de uma blogada do Generacion Y:

“Debaixo da pia descansa o balde plástico com que se banha toda a família. Faz mais de vinte anos o encanamento desmoronou e para usar o vaso sanitário tem-se que trazer a água de um tanque no pátio. Quando chega o inverno, preparam um banho morno graças ao aquecedor elétrico feito com duas latas de leite condensado. Nenhum dos meninos da casa conhece a sensação do chuveiro caindo sobre seus ombros, pois a água só entra uma vez por semana. Ninguém pode então desperdiçá-la numa ducha.“

ben self smallQual foi o segredo da eleição, aparentemente impossível, do Barack Obama contra sua poderosa rival (e hoje parceira) Hillary Clinton? Foi o engajamento online, obtido através do web site e blog de campanha do Partido Democrata, tendo à frente seu diretor de tecnologia, Ben Self. Nas asas do retumbante sucesso da campanha Democrata, Ben Self fundou uma empresa de consultoria web, a Blue State Digital, que virou sonho de consumo para tudo quanto é político ao redor do globo. Porém, a empresa não se limita ao segmento político, oferecendo seus serviços para todo e qualquer setor de negócios, particularmente aqueles ligados à produção e venda de bens de consumo.

Hoje Ben Self está no Brasil, farejando oportunidades nas eleições 2010 (comenta-se que o Serra já é cliente). Perguntado pelo Valor Econômico se o engajamento web pode ser planejado, provocado e catalisado, sua resposta é SIM. Mais que isso, Ben afirma que esse fenômeno pode ser provocado não apenas para engajar eleitores, mas também e principalmente para engajar clientes (novos) para nossos negócios. Será mesmo que isso é mesmo possível?

Na verdade, isso já se provou possível no âmbito das redes sociais espontâneas, do tipo Orkut, Facebook, Youtube, Flickr, entre outras. Nessas redes, o engajamento ocorre em torno de um tema de momento e é sempre explosivo e extremamente dinâmico (vide o fenômeno Susan Boyle). Em torno de temas de seu interesse as pessoas se engajam espontaneamente (isso já aconteceu com a Coca-Cola, sem querer, numa página criada por Coke maniacs no Facebook). Resta a duvida se esse fenômeno é apenas espontâneo, ou se pode mesmo ser planejado e disparado, segundo afirma Self.

Eu estou do lado do guru do Obama e vou alinhar ½ dúzia de argumentos para corroborar suas afirmações:

  1. As empresas são criadas para atender e saciar interesses do mercado e não para vender produtos. Uma TV é um produto para quem quer se informar e se divertir (esses são os interesses), mas em determinadas situações ela pode ser substituída por um computador ligado à web.
  2. As pessoas se aglutinam na web, na forma de comunidades, em torno de interesses comuns (bons e ruins).
  3. Os interesses do mercado cedo ou tarde coincidem, ou conflitam, com os interesses das corporações.
  4. As empresas podem ficar alheias aos ruídos das comunidades web, sendo apedrejadas na surdina (a baleia comida pelo rabo sem sentir), ou simplesmente perdendo oportunidades.
  5. Mas, as empresas também podem interagir com as comunidades web, entendendo seus interesses para direcionar seus esforços de desenvolvimento de oferta e de marketing.
  6. O seeding de informações relevantes nas comunidades pode transferir o foco do interesse do público para os portais e web sites corporativos.

Portanto, o engajamento web não só é possível, como é critico num mundo de modismos e ondas passageiras e alucinantes. Você imagina que, por exemplo, as empresas do setor de entretenimento possam estar alheias as tendências que “fervem” na web (você conhece, por exemplo, o Vimeo, um YouTube cult?). Pois muitas empresas estão alheias às comunidades web e o resultado disso é a desconexão entre desejos e negócios. Essa desconexão muitas vezes é mortal, como foi para o Partido Republicano.

Muitos amigos e colegas de trabalho já me sugeriram escrever algo sobre minhas frases favoritas. Por preguiça eu adiei várias vezes este post, mas finalmente criei coragem para tentar relembrar algumas das abobrinhas que vira e mexe eu solto, sem pensar muito.

Eu adoro analogias e, por extensão, acabo inventando frases para exprimir melhor a imagem que tenho em mente. Faço questão de ressalvar que não me considero autor das frases abaixo. Algumas eu realmente inventei num momento de necessidade de expressão, outras eu ouvi em algum lugar que já não lembro e algumas têm dono (eu apenas as repito, porque gosto, mas vou citar o autor).

Por favor, srs pudicos interrompam a leitura agora, pois a maioria das das frases são barra pesada e até mesmo escatológicas. Vou começar pelas mais lights, visando dar tempo a quem quiser para caírem fora.

•    O olho do dono espanta as vacas (variação de “o olho do dono engorda as vacas”).
“Se você fica muito em cima dos seus funcionários e colaboradores, eles se sentem pressionados.”

•    Isso aqui está uma farra do boi!
“Quando a situação fica totalmente fora de controle”.

•    O carinha é tão chato que senta numa Gilette e fica balançando as perninhas.
“Chato pra caramba.”

•    Gostaria de te convidar para participar de uma fria quentíssima.
“Quando você oferece a alguém um super desafio, mas que pode lhe trazer ótimos resultados.”

•    Tartarugas não voam.
“Não tente empurrar tarefas que não batem com o perfil das pessoas.”

•    Favor desocupar a moita (nos pastos do interior as moitas são disputadíssimas pra fazer um xixizinho maneiro).
“Carinha que fica enrolando, em qualquer situação, perdendo o tempo de muitos.”

•    Muita merda e pouco sabão! Essa é da minha avó.
“Quando alguém fala muito e faz pouco.”

•    Fulano é merda-palito. Essa é do meu pai.
“Neguinho insignificante.”

•    Esse cara é um saco de peido.
“Cara metidíssimo.”

•    Pelo cheiro do peido se antecipa o tamanho da merda.
“Quando alguma coisa vai dar muito errado, a gente sempre pode antecipar alguns sinais prévios.”

•    Caguei um bombom. Do meu amigo e ex-parceiro de vendas na SAP, o José Antunes.
“Tô  nem aí.”

•    Passarinho que come pedra sabe o cú que tem. Essa é do meu irmão (vocês podem ver que a família toda é inspirada).
“Versão pornô de cachorro mordido por cobra tem medo de lingüiça.”

•    Não adianta cobrir merda com chantilly.
“Quando alguma coisa é muito ruim, não adianta enfeitar, ou tentar disfarçar.”

•    Estamos todos amarrados pelo saco.
“Quando uma equipe está comprometida com metas comuns.”

•    Mais vale um peitinho na mão do que dois no soutien.
“Versão Zorra Total do famoso mais vale uma passarinho na mão do que dois voando.”

•    Encheu o cú de sequilho? Também da minha avó e uma das minhas favoritas. Pra quem não sabe, sequilho é um biscoitinho de nata, que nossas avós faziam e guardavam numa latinha para estragar os netinhos em suas visitas.
“Aprendeu a lição? “

•    O cara tá fatiando salame com o rabo!
“Ta se cagando todo, de medo.”

•    Espremer o saco do cara até as bolas virem para a garganta!
“Dar uma (puta) dura.”

A Geração M

young-man-using-laptop-thumb8936935A geração que ocupará o poder em cerca de 10 a 15 anos tem hoje entre 8 e 10 anos de idade. Ela é chamada de “Geração M”, ou “Geração Media”, dada à tremenda exposição diária a todos os tipos de media.

A gente pode pensar num primeiro momento, que esse é um efeito mais presente na vida de jovens americanos, europeus, ou japoneses e que nós latino-americanos, pobres e ignorantes (comparativamente), estamos fora dessa onda. Ledo engano! Estudos recentes do IBOPE demonstram que os jovens brasileiros favelados passam praticamente o mesmo número de horas à frente de um computador, que seu contemporâneo residente no Leblon. Esse efeito é devido à proliferação das Lan Houses, baratíssimas, entre as populações das classes C e D, nos bairros da periferia e favelas. As bugigangas eletrônicas chinesas, pirateadas, também viabilizam que o jovem carente também esteja literalmente wired.

A Geração M, além de plugada é multi-task. Esses jovens abrem seu browser em diversas janelas ao mesmo tempo, conversam com várias pessoas on-line através de uma ferramenta de messenger, enquanto ouvem música num MP3 player, assistem à TV (muitas vezes no computador), tudo isso com o celular ao lado (que por sua vez representa uma porta de entrada para a Internet), enquanto tentam estudar, ou trabalhar. Será que isso funciona? Como o efeito multi-task ajuda (ou atrapalha) a performance dos jovens no estudo, ou no trabalho? O quanto essa postura implica em mudanças na metodologia de ensino, ou mesmo nos métodos de trabalho?

Esses jovens tentam acompanhar as continuas mudanças que ocorrem no mundo em que vivem através da media. No passado também fazíamos muita coisa ao mesmo tempo, mas obviamente só uma delas concentrava nossa atenção. Experimente correr no parque ouvindo seu MP3 player. Só raramente você presta atenção à musica de fundo, pois na maior parte do tempo sua concentração estará no ritmo, no fôlego, na máquina física que exige monitoramento constante.

A Geração M, aparentemente, consegue atuar simultaneamente através de várias medias. Mas, com que grau de concentração e com que profundidade? Nossa concentração nunca é simultânea. “Concentração e reflexão significam trabalho intelectual e certa paciência, que a geração M não tem. Esse novo público absorve informação de forma mais direta e objetiva, além de ter mais controle e liberdade de escolha sobre o conteúdo que recebe.”, são observações de Patrícia Zgoda em seu excelente post no blog MD (Media Digital).

Para entender a Geração M existem poucos estudos publicados. O mais conhecido foi conduzido pela fundação norte-americana Kaiser Family em 2005, que cunhou o termo Geração M. O relatório deste estudo tenta mostrar uma fotografia detalhada do comportamento dos jovens norte-americanos no uso da media para fins de recreação, ou comportamento não relacionado a ações estimuladas pela escola. É baseado numa amostra de 2.032 jovens, entre 8 – 18 anos, que responderam a um longo questionário sobre o uso dos mais diversos tipos de media. Adicionalmente, 694 jovens desse grupo preencheram um relatório diário, detalhado, sobre o uso da media na sua rotina.

Alguns dos dados coletados pelo relatório são assustadores. Por exemplo. Os jovens norte-americanos da atual geração passam mais de 6½ horas por dia utilizando media! Um quarto do tempo em que os jovens estão utilizando media, eles utilizam duas, ou mais, simultaneamente. Durante seu dia esses jovens ficam expostos a mensagens de media por mais de 8½ horas.

O Relatório Kaiser Family sobre a Geração M é pesado e acadêmico. Mesmo assim, sua leitura, ou ao menos uma passada de olhos, vale a pena para aqueles que hoje criam e educam “jovens M”, mas que amanhã terão que contratá-los, treiná-los e aproveitá-los em suas empresas. Ou mais difícil ainda, convencê-los a comprar algo de nossas empresas.

alphabet-brainMeu negócio é comunicação. Nesse ramo, se você não souber produzir e valorizar um bom texto está morto. Apesar a obviedade da proposição, a maioria daqueles que produzem textos, desde jornalistas, assessores de imprensa, advogados, escritores e até mesmo meros blogueiros, todos têm um certo pudor em escrever de forma simples. Salvo raríssimas exceções, escrever bem é sinônimo de escrever difícil. Se o leitor tiver que acessar o Aurélio para decodificar algum termo não usual, isso será a glória para quem escreveu!(?)

Eu, na qualidade de produtor de textos amador (sou engenheiro), nunca dei muita pelota para a sofisticação e a “elegancia”. Para mim ser elegante é ser entendido. Mais que isso, ser elegante é ser lido, pois textos chatos são abandonados logo no primeiro parágrafo.

Em nossa empresa estamos em campanha perene pela simplificação dos textos produzidos. Nossa campanha pela criatividade visa, acima de tudo, facilitar o entendimento do texto pelo leitor final. Os dois textos abaixo são reais. São parte de um artigo produzido para um cliente de nossa empresa. O primeiro é “cinzento”, escrito de forma bem careta e visando apenas a precisão. O segundo é “colorido”, visando despertar interesse e facilitar o entendimento pelo leitor.

O tema do artigo é One Stop Shop (uma empresa onde você pode comprar um conjunto de itens diferentes, que comporão uma solução integrada para atender a uma certa necessidade). Compare e decida se você prefere escrever na tonalidade “cinzenta, ou “a cores”.

Texto “cinzento”:

“O TI se tornou o coração das empresas de qualquer segmento, agregando facilidades na operação do negócio e complexidade para o departamento de TI. Adquirir soluções abrangentes e integradas se transformou num pesadelo para os CIO’s.

A solução simplificadora é o one stop shop, quando um integrador desenha a solução e busca os componentes de hardware, software e serviços que ofereçam o melhor preço-performance. Com isso os clientes ganham em governança corporativa, em escala de custos e na facilidade de compra e implementação da solução.”

Texto “colorido”:

“Você é daquelas pessoas que procuram simplificar a vida? Ou melhor, tornar os processos da sua empresa mais dinâmicos? Se você respondeu sim a uma destas perguntas, certamente não é um consumidor que chega à praça de alimentação de um shopping e decide comprar cada item que irá compor sua alimentação, em um restaurante diferente. Prefere os famosos “combos”.

No mercado de TI não é diferente. Os clientes dão preferência aos fornecedores que oferecem um caminho integrado para adquirir ativos de TI. Eles sabem que dá trabalho comprar uma solução complexa, composta a partir de vários fornecedores. Como na praça de alimentação, irão preferir o “combo”, ou seja, o one stop shop.”

Se você quiser ler um exemplo ainda mais interessante de texto fluido e criativo, leia o post do Alexandre Inagaki em seu blog “Pensar Enlouquece”, sobre o fenômeno Susan Boyle (a coroa escocesa que inicia uma carreira, aos 47 anos, bombando como cantora)

E aí? Qual seu estilo preferido: PB, ou cor?

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Indo às compras, com ela…

Quem de vocês já teve o privilégio (?) de acompanhar uma mulher a um shopping na semana de liquidação anual? Ainda não? Então vá. É muito instrutivo, pra gente descobrir que mesmo aquelas mulheres que afirmam odiar consumismo, quando caem de boca numa liquidaçãozinha…. sai de baixo!
Uma vez por ano minha loja favorita de grife, em condições normais ínviavel, entra em liquidação. Eu dou uma espiada no guarda-roupa e determino o que estou precisando, digamos um par de sapatos, ou uma calça. Definido o objetivo, vou até a loja e pesquiso naquela categoria se tem algo que me interesse. Se achar, experimento e vou direto para o caixa. Coisa de 30 mins e já estou na rua, livre, até o ano seguinte.

Minha mulher sempre me garantiu que seu esquema de compras em liquidação era igual: vapt vupt. Há alguns anos estávamos passando alguns dias em Nova Iorque, na companhia de outro casal. Logo cedinho, o jornal informava que aquele era o dia de “queima total” na Macy’s. Tomamos nosso café e às 10 hrs seguimos os quatro para a loja. Como eu e meu amigo nada tínhamos para comprar, ficamos fazendo uma horinha na cafeteria. Ao meio dia, por celular, nossas mulheres sugeriram que os homens fossem almoçar sem elas, para nos encontrarmos no hotel no começo da tarde. Assim fizemos. Partimos para um almoço longo, acompanhado de muita cerveja.

Como ninguém é de ferro, após o almoço puxamos uma soneca até às 4 hrs. E nada de mulheres. Vi um filminho na TV. Nada de mulheres. Às 18 hrs descemos eu e meu amigo para um drink no bar. Lá pelas 19 hrs, já meio “grisees”, os dois, ligamos nos celulares delas. Nada. Olhamos um para o outro, sem saber o que fazer. Será que seria o caso de chamar a policia? Afinal, mesmo em NY existe violência. Quem sabe se algum marginal em final de carreira decidira seqüestrar as duas coroas (mais tarde ele iria se arrepender disso)….

Saímos para a rua e eis que damos de cara com as duas madames, meio sem graça, com sacolas penduradas até na orelha. “Benhê, comprei cada coisa legal pra você!” Lá com meus botões fiquei pensando que a coisa mais legal que ela poderia me poder me seria um saldo novo no banco para pagar a conta do cartão.

Deste dia em diante, nunca mais subestimei minha mulher. Quando ela vai às compras eu vou também e me arrasto pela loja inteira, de mau humor, e fazendo cara feia. Verdade seja dita, a pressão ajuda um pouco, mas via de regra eu me perco dela na primeira sessão de experimentação de roupas. Fico por perto provador, mas de algum jeito ela me dribla, até que ouço uma vózinha: “Benhê, estou no caixa te esperando”.  É a constatação que tomei bola nas costas, de novo.

O presidente Lula (como todos nós brasileiros) está obsessivo com o sistema bancário brasileiro, que tem o spread mais alto do mundo. Ele quer baixar o spread “na marra” criando pressão através dos bancos públicos, que deveriam gerar concorrência para os privados através de spreads mais baixos. Isso obviamente não dará certo, pois o BB é uma empresa de economia mista, uma SA que tem que prestar contas em função dos interesses dos acionistas. A Miriam Leitão explora brilhantemente o assunto em seu blog. Clique se quiser ler.

Pensando no assunto spread, me ocorreu uma idéia. Hoje o governo controla a liquidez do sistema financeiro, e também garante sua saúde, através do instrumento do empréstimo compulsório. A liquidez diária dos bancos é garantida por empréstimos interbancários, remunerados via CDI (que por sua vez se baseia na SELIC, definida pelo BACEN).  Retido o compulsório e tendo crédito para operar no sistema interbancário, cada banco empresta a quem quiser e pelo spread que bem definir. Isso é capitalismo.

Agora vamos imaginar que a FEBRABAN se tornasse uma espécie de FMN (Fundo Monetário Nacional) e que, fazendo analogia com o FMI, recebesse a parte do capital que a tesouraria dos bancos reservasse para emprestar. O FMN faria a administração desse fundo e dele o governo tiraria seu compulsório, da mesma forma que faz hoje.  Cada banco submeteria a análise de risco de inadimplência de seus clientes para análise e liberação do empréstimos pelo FMN (como os países membros fazem com o FMI) . Assim, a questão de análise de risco seria feita com critérios padronizados, definidos e controlados pelo BACEN, e executados pelo FMN, o que daria total transparência à questão de análise de risco de inadimplência (principal culpado pelo spread alto, segundo os bancos).

Para alavancar seu caixa, os bancos poderiam solicitar empréstimos de curto prazo ao FMN, em função do spread médio que estivesse cobrando de seus clientes. Esse “novo CDI” seria inversamente proporcional ao tamanho do spread cobrado, através de regras definidas pelo BACEN e sob seu controle direto. Ou seja, quem emprestasse mais barato tomaria CDI mais barato, tudo isso sob estrito controle do BACEN. Estariam assim preservadas as regras de concorrência do capitalismo, mas com um nível de intervenção e controle de governo muito maiores que hoje.

Faz sentido?

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