Todos os dias alguém anuncia o fim das mídias tradicionais, particularmente a mídia impressa, com o crescimento das novas mídias (mídias sociais, via Internet).
Verdade seja dita que uma das mídias mais questionadas quanto à sua sobrevivência, o radio, foi a que mais se revigorou e rejuvenesceu com o advento da Internet. Hoje, quase todos os radialistas são blogueiros (ou são os blogueiros que viraram jornalistas?) e os ancoras dos principais programas jornalisticos trabalham ao vivo, plugados na Internet, enquanto conferem outras mídias (TV e mídias impressas).
Para utilizar um exemplo real e recente, os distribuidores de jornalzinhos gratuitos (tipo Metro News) enviam torpedos para as redações dos jornais matutinos (CBN, Band News) informando ao vivo sobre a situação do trânsito, o que é imediatamente repassado aos ouvintes. Isso é melhor que o helicóptero que cobre o trânsito!
A TV já passou por uma onda de revitalização, com a popularização da TV a cabo. Hoje, canais temáticos como NatGeo, GNT, Multishow, Globo News e os vários canais de filmes e esportes, certamente atingem o telespectador “na veia”. A chegada da TV Digital dará o próximo passo, integrando a TV à Internet e à personalização total do atendimento.
A indústria do cinema também não morreu com a concorrência da TV, se reinventando com a produção em massa de videos caseiros e o pay per view da própria TV. Mais recentemente, o 3D ressuscitou, junto com as salas Multiplex e o atendimento de luxo, com poltronas reclináveis e atendimento de bar in loco.
Portanto, sobram os jornais e revistas, que tremem à menção da palavra blog, Mais que isso, tremem à menção do termo Mídia Social, sinônimo (além do blog), de Twitter, YouTube, Flickr, Slideshare, Linkedin, Orkut, Facebook, etc. Nesse mundo novo, todos geram conteúdo e todos opinam. Os jornais também tremem diante das mídias online “mal passadas”, tipo Terra, UOL, G1, CNN, etc, além dos painéis de notícias de elevador (tipo Elemídia), temendo que matem no público a vontade de ler a notícia impressa.
Falta nessa análise incluir uma palavrinha, que faz toda a diferença: CREDIBILIDADE. A credibilidade está sempre associada à uma marca conhecida que inspira alguma coisa: segurança, inovação, emoção, mudança, poder, crescimento, etc. Marcas são associadas a empresas, pessoas, instituições e entidades de quaisquer tipos. Um jornalista blogueiro é às vezes uma marca muito mais forte e visível do que o jornal que o contrata (apenas ele não se deu conta disso, ou tem mêdo da responsabilidade). Da mesma forma, um politico pode ter uma marca mais forte que seu partido. A marca Lula, por exemplo, hoje provê credibilidade ao PT.
Tudo isso para dizer o seguinte: não é qualquer blogueiro, ou qualquer twiteiro que vai ameaçar a estabilidade das grandes mídias tradicionais; são novas marcas, de pessoas ou entidades, que utilizarão a web para fazer um contraponto à mídia tradicional. Como marcas não são construídas da noite para o dia e como nem sempre pessoas físicas com marcas relevantes querem expô-las na Internet, eu acredito que o processo de compartilhamento de poder entre as mídias tradicionais e as novas mídias vai levar algum tempo para ocorrer. Quanto tempo… um, cinco, dez anos? Só Deus sabe, pois o processo de transferência de influência entre mídias tradicionais e mídias sociais é um processo que transforma a sí mesmo ao ser executado. Essa é uma das características mais intrigantes da mídia social: quem inicia um movimento nunca sabe onde ele deve terminar.
Portanto, a nós, míseros consumidores, ou mesmo poderosos geradores de conteúdo de mídia social, só nos resta uma alternativa: não ignorar, mas participar ativamente dessa nova onda, seja ela uma marolinha, ou um tsunami.
Ignorância, corrupção endêmica, violência, destruição da natureza, miséria, péssima distribuição de renda, concentração urbana, sistema carcerário da idade média, falta de representatividade política, etc, são alguns dos males que muito nos incomodam. O receituário de mudanças são conhecidos e veiculados na imprensa diariamente: reformas política, eleitoral, trabalhista, judiciária, tributária, trabalhista, enfim, uma nova constituição e uma reforma ampla do código civil.
Eu fiquei sabendo da existência da Yoani Sánchez nesta semana. Talvez eu esteja descobrindo a América com 500 anos de atraso, já que esta blogueira tornou-se uma pop star já há algum tempo. Para quem como eu nunca ouviu falar da Yoani, seu blog
Qual foi o segredo da eleição, aparentemente impossível, do Barack Obama contra sua poderosa rival (e hoje parceira) Hillary Clinton? Foi o engajamento online, obtido através do web site e blog de campanha do Partido Democrata, tendo à frente seu diretor de tecnologia, Ben Self. Nas asas do retumbante sucesso da campanha Democrata, Ben Self fundou uma empresa de consultoria web, a
Meu negócio é comunicação. Nesse ramo, se você não souber produzir e valorizar um bom texto está morto. Apesar a obviedade da proposição, a maioria daqueles que produzem textos, desde jornalistas, assessores de imprensa, advogados, escritores e até mesmo meros blogueiros, todos têm um certo pudor em escrever de forma simples. Salvo raríssimas exceções, escrever bem é sinônimo de escrever difícil. Se o leitor tiver que acessar o Aurélio para decodificar algum termo não usual, isso será a glória para quem escreveu!(?)
