Eu adoro essa palavra. Sua simplicidade só é comparável à dificuldade de sua manutenção. Quem tem foco escolhe melhor, vence mais e desfruta melhor a vida. Eu gosto de correr. Recentemente me preparei com cuidado para correr uma prova de 21 kms. No dia fez muito calor. Mesmo assim eu fui bem até chegar na Av. Politécnica, debaixo de um sol escaldante, sem uma sombrinha. Ali eu comecei a quebrar. Analisando meu resultado medíocre o diagnóstico foi: me faltou foco para encarar a Av. Politécnica debaixo do sol. Simplesmente não vivi esse desafio em minha mente, até que trombasse com ele.
A palavra foco tem uma aplicação muito significativa no esporte. Recentemente li um post no blog do Edson Valério, com o título “Tênis VS Frescobol” do qual me permito reproduzir um trechinho:
“O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham, ou ninguém ganha.”
A diferença entre o tênis e o frescobol é que no primeiro o foco é determinante e no segundo não. Na vida real, poucas coisas são como o frescobol, onde os adversários se apóiam para reduzir os erros mútuos. O que não quer dizer que devamos encarar a vida sempre como um jogo de vida ou morte, onde sempre um ganha e outro perde.
Em nosso quotidiano quando perdemos o foco somos derrotados na maioria das vezes não pelos outros, mas por nós mesmos, já que o tempo todo competimos com nossa própria mente, cuja tendência, infelizmente, é sempre nos puxar para baixo.
O esporte é um excelente espelho sobre a vida, em geral. Nas Olimpíadas de Atenas o volley feminino do Brasil disputava a semifinal com a Rússia e estava na frente, com o placar em 24 a 19, mas acabou desperdiçando seis match points e incrivelmente perdeu o jogo. Faltou foco, foi o diagnóstico do técnico José Roberto Guimarães, que se redimiu brilhantemente quatro anos depois em Pequim. Na vida nem sempre temos a segunda chance. Muitos não se casam, não se formam, não são promovidos, não realizam seus sonhos por pura e simples falta de foco.
Mas, como meu bom e velho pai dizia, “chega de problemática e vamos à solucionática”. A pergunta de 1 milhão de dólares: é possível nos mantermos o tempo todo focados? Como? Não é simples, mas é sim possível. O foco está relacionado à consciência com que escolhemos o que queremos e à capacidade de vivermos antecipadamente dentro de nossas mentes as situações críticas a serem vividas. Isso requer exercícios.
Nós não conseguimos manter o foco se titubeamos. E nós titubeamos quando não planejamos antecipadamente o caminho que será percorrido. Vocês se lembram do Ayrton Senna de olhos fechados, momentos antes de sair para ganhar a pole position no último minuto do treino? Perguntado sobre o que pensava, ele respondia que estava “vivendo a volta rápida, em cada curva, em cada detalhe, dentro de sua mente”. Quando ele largava restava apenas executar seu ensaio mental.






Todo processo de mudança requer um estopim, um fato disparador, a partir do qual o que era um foguinho vira um incêndio e depois disso ninguém segura. O Brasil de 2009 é referência para o mundo, em se tratando de democracia e economia, mas tem mazelas que colocam nosso futuro “em berço esplêndido”, a menos que um processo de mudança seja disparado já.
Gente, eu trabalho em comunicação e marketing, mesmo assim me surpreendo com a capacidade que os experts na área têm em continuar vendendo até o que não existe mais. Certamente as vendas em torno do mito Elvis Presley (não apenas discos, mas um catatau de quinquilharias que levam seu nome) e, mais recentemente de Michael Jackson, superam todas as expectativas.
O destino do ser humano é aprender pelo erro, testando caminhos, escorregando, caindo, se levantando, se erguendo e tentando de novo, desejavelmente por um caminho novo, pois insistir num erro não original é a maior estupidez que um ser humano pode cometer (por que tentamos às vezes repetir um processo que deu errado, achando que na segunda vez dará certo?). Eu sempre fiz questão de incentivar, premiar mesmo, os erros originais em minha empresa. Sem tentar novas portas não se abrirão. Por outro lado, sempre fui implacável com a reincidência cega e teimosa.
By Joelmir Beting. Apenas repito aqui, pra quem não viu, essa análise sintética e brilhante sobre o piloto (que sumiu) de um avião chamado Brasil. Que Deus nos proteja!!!
O termo boleiro é uma expressão brasileira, quase impossível de transcrever em outra língua. O boleiro não é (necessariamente) um técnico de futebol, não é um comentarista, não é um torcedor fanático e não é um dirigente. Então, que diabos significa o termo boleiro? Significa alguém que curte futebol e fala “sua língua”, um cara que é do ramo, que entende a mente dos jogadores de futebol. O Lula, por exemplo, é um boleiro. Os boleiros adoram fazer analogias sobre futebol! Se você ainda não entendeu bem o que é um boleiro, leia o blog
O título dessa blogada é muito sugestivo para mim. Ele pode ser lido por três ângulos: do corintiano (porque a Fiel é a torcida do Corinthians), do número cabalístico 9 e da questão da fidelidade. Vou começar falando do lado corintiano. Ontem o Corinthians completou 99 anos de vida. Eu, junto com toda a torcida Fiel, comemorei a perspectiva de ganharmos tudo em 2010, com o Ronaldo vestindo a 

O termo canalha estava fora de moda, em desuso. Os jovens confundem canalha com pilantra, cafajeste, cara de pau, enrolador, mentiroso e outras simplificações. Canalha é muito mais que isso. Canalha é uma palavra a ser dita com a boca bem aberta, em alto e bom som: “Seu canalha!!!” É como “puta que o pariu”…. não pode falar com a boca murcha.