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Liderança (*)

lider_inspirador-nggid03527-ngg0dyn-340x240-00f0w010c010r110f110r010t010Todo mundo é líder de alguma forma, com os filhos, com os amigos, com a família, na empresa.  Ser líder é influenciar as pessoas a se movimentarem do ponto A para o ponto B. Liderar não é comandar, é inspirar. Quando inspiramos estamos compartilhando algo que possuímos, uma visão, uma informação importante. Quando ordenamos, quem recebe a ordem provavelmente obedeça, mas será algo que irá contra sua natureza, caso não esteja convencido.  Comandar só faz sentido em situações de emergência. A questão é separar emergências reais de situações onde nós estamos ansiosos para mudar algo à nossa volta!
Para liderar é preciso passar confiança. As pessoas se dispõem a confiar em alguém na medida em que quem tenta inspirar se expõe, aceitando se colocar numa situação de fragilidade. A liderança tem que ser forte, sem ser autoritária. O líder precisa explicar o sentido daquilo que solicita, ou sugere.

Kabbalah Bits (7)

JoyridersSOBRE ALMAS GÊMEAS (*)

Este é um post que procurei escrever com alma feminina, se é que isso é possível para um homem. O sonho de consumo de todo o ser humano, mas particularmente das mulheres, é encontrar sua alma gêmea. Será que elas realmente existem e se sim como encontra-las?

As mulheres costumam idealizar sua alma gêmea como um príncipe encantado, montado num cavalo branco. Esqueça disso. Essa é a imagem de uma paixão. O amor verdadeiro vem montado num pangaré, isso quando não chega a pé…

Vamos idealizar nossa alma gemea. Como homem, eu logo descreveria uma mulher linda, magra, elegante, inteligente, esportiva, rica, com senso de humor e sempre de bem com a vida. E talvez eu passasse minha existência correndo atrás dessa fantasia. OK, vamos então dar um desconto e aceitar um pouco menos. Ao contrário da física, no mundo espiritual os opostos não se atraem. Portanto, nossa alma gemea é alguém parecido conosco, nas qualidades e, porque não, inclusive nos defeitos.

No meu caso, eu sou tranquilo, adoro trabalhar, adoro esportes, adoro comer, beber, viajar, assistir filmes de ação e viver situações novas. Também sou impaciente, às vezes intolerante e mal educado. Talvez minha mulher seja minha alma gemea, embora como perfil sejamos opostos: ela é apressada (quase afobada), é sedentária (exceto a dança, que ela adora), não curte comer e beber como eu, adora filmes de amor, quando viaja conta os dias para voltar para casa e sempre opta por viver situações de conforto. Então, ora bolas, como é que ela pode ser minha alma gemea? As almas gêmeas não precisam ter personalidades parecidas, mas devem compartilhar os mesmo valores de consciência. E como encontrar nossa alma gêmea?

Imagine dois aviões que precisam se encontrar nos céus. Isso dependeria de 3 coisas:

  1. Eles teriam que estar na mesma na mesma direção; querer as mesmas coisas da vida, com valores e objetivos similares.
  2. Na mesma altitude:  mesmo nível espiritual.
  3. E na mesma velocidade: que é o ritmo que cada um tem para buscar seus objetivos na vida, do contrário um teria que puxar o outro e isto é exaustivo, seria uma coerção que forçaria o parceiro a lhe acompanhar, distanciando-o da Luz.

Quando as almas gêmeas se encontram fortuitamente ao longo das múltiplas encarnações, sempre em função de seu merecimento, elas deveriam procurar alinhar suas rotas para permanecerem juntas. Infelizmente isso é muito difícil (devido a nosso egocentrismo) e raramente acontece por encarnações seguidas. Quando um dia nos colarmos definitivamente à nossa alma gêmea, como dois imãs,  então teremos alcançado a plenitude e nos reintegraremos a Luz Infinita de onde viemos.

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Entre na próxima saída

Minha cabeça é um turbilhão, sempre foi. Meu pai me chamava de “cabeça de pudim”. Um amigo mais irreverente preferia comparar meu turbilhão mental com aquele que se forma quando apertamos a descarga do vaso sanitário. Seja lá como for, quando minha cabeça comeca a borbulhar, as bolhinhas têm que escapar, senão a cuca funde.

Eu uso três truques pra me livrar do turbilhão mental: saio pra dar uma corridinha, sento em algum julgar tranquilo e medito a respeito, ou escrevo, via de regra a ultima opção como consequência das duas primeiras.

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O Mapa da Estrada para o uso corporativo das Mídias Sociais

As redes sociais são uma febre. Quem hoje não tem um perfil no Twitter e no Facebook, mesmo que ocioso? As gerações, X, Y e agora a Z, estão lá e tudo indica que farão seus relacionamentos e seus negócios na rede a partir de agora.

Esse tsunami pegou o mundo corporativo, ainda fortemente influenciado pela geração dos baby boomers, literalmente de calças curtas. O mundo corporativo sabe que tem que estar nas redes sociais, sabe porque, mas não sabe como. O recente estudo da Fortune “The 2011 Fortune 500 and Social Media Adoption” mostra uma presença maciça das maiores empresas globais nas redes sociais.

Porque uma empresa deve estar presente nas redes sociais? Ora, porque seus clientes (reais e potenciais) já estão lá. A empresa deveria saber exatamente quem são eles, onde estão, do que estão falando e juntar-se a eles, para ser percebida como um elo de valor dentro da rede.

A maioria da empresas, no entanto, comete um erro muito comum: quando planejando entrar nas redes sociais, valoriza apenas a tecnologia e as plataformas (Facebook, Twitter, Blogs, Youtube, Slideshare, Flickr, Reclame Aqui, LinkedIn, etc). Na verdade, o que importa mesmo é entender comportamentos e intenções (explícitas e não explicitas, principalmente as últimas) dos clientes. Como fazer isso?

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Brasil X Barça

Quem gosta de futebol, como eu, acordou cedo ontem (18/12/11, um dia histórico) para assistir Barça X Santos. Para nossa frustração não houve Santos, apenas Barça. O Muricy Ramalho resolveu não agredir o Barça (covardemente na minha opinião) e espera-lo na defesa. O resultado foi um aula de futebol, com 72% de posse de bola para os catalães, conforme já apontaram todos os comentaristas de futebol. Segundo o santista Milton Neves, “o Santos virou motivo e piada”!

Mas, apesar do espetáculo de um time só, quem gosta de esporte se deliciou, não apenas pelo show, mas pela possibilidade de reflexão acerca do futuro (?) do futebol brasileiro. Eu li tudo que saiu na mídia a respeito. De todas, a melhor das análises foi feita por um amador, o Eduardo Rocha, em seu blog “Nó Táctico”.

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Afinal, qual dos alemães é realmente “o cara”???

O Sebastian Vettel ganhou o Grand Prix de Cingapura no último fim de semana, de ponta a ponta e de forma humilhante, abrindo 124 pontos do Jenson Button, o único que, teoricamente, ainda pode alcança-lo. Na prática, o alemão já é campeão, pois falta apenas um ponto para carimbar a faixa e ainda faltam cinco provas. É praticamente certo que já em Suzuka o Vettel abra uma champagne especial para celebrar o bi-campeonato da Fórmula 1, aos 24 anos.

Schumi foi bi campeão aos 21 anos e em sua melhor temporada conquistou 13 primeiros lugares, contra os 9 de Vettel em 2011. O Vettel, se ganhar os 5 GP’s que ainda faltam no ano, pode fazer 14 primeiros lugares e bater o Schumi, mas isso é improvável. Será que o Vettel ainda vai conquistar 7 vitórias consecutivas no mesmo ano, 91 vitórias na carreira, 68 pole positions e conquistar 7 títulos mundiais, como o alemão mais velho conseguiu? Só tempo dirá. Continuar lendo Afinal, qual dos alemães é realmente “o cara”???

Férias na “Suckerland” (6 – the end) – São Francisco e Napa Valley

Nós optamos por entrar na chamada Bay Area por Napa, terminando a viagem em São Francisco, de onde embarcariamos de volta para o Brasil. Napa é um programão para quem curte vinhos, como eu, mas não recomendo para os abstêmios.

Como o próprio nome sugere, trata-se de um vale, cortado por duas estradas, a 29 e a Silverado Trailway. Essas duas rodovias ligam Napa, no extremo mais próximo de São Francisco, a Calistoga no extremo mais distante. Na seqüência, a partir de Napa, uma série de vilarejos: Yountville, Oakville, Rutherford e Santa Helena. O vilarejo mais cool, e que eu recomendo para hospedagem, é Yountville, onde fica o melhor comércio da região, os melhores restaurantes e a melhor loja de vinhos (a Wine Cellar). Nós ficamos no Carneros Inn, um bom hotel em Napa, porém distante de tudo. Em Yountville tem um hotelzinho charmosérrismo chamado Vintage Inn, onde amigos meus ficaram e adoraram.

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Férias na “Suckerland” (5) – A Golden Cost da California – Big Sur e Carmel

O trecho de costa entre Santa Barbara e Monterrey é o que oferece o cenário mais espetacular da California. O chamado Big Sur tem cerca de 150 kms de falésias e cenários de tirar o fôlego, dentro de um parque nacional onde os animais e a natureza são protegidos dos turistas. Com paciência e sorte você vai ver leões marinhos (pare em Point Lobos, pouco antes de Carmel) e focas em seu habitat natural.

No início desse trecho, pouco depois de Santa Barbara, fica o Hearst Castle, um delírio do magnata da mídia, William Randolph Hearst. Entre 1919 e 1947 a arquiteta Julie Morgan construiu no alto de uma montanha um ninho de águia para o milionário. Hearst não aproveitou quase nada de seu sonho, já que morreu em 1951. Em 1957 a Hearst Corporation doou o castelo para o estado da California, que o abriu a visitações do público, protegido como um national landmark. Você pode visitar o Hearst Castle, através de tours pagos de cerca de duas horas. Planeje bem o tempo, pois a viagem pela Interstate 1 é lenta.

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Vickinha, 6 meses

A Vickinha nos deixou há 6 meses. Não vou contar de novo o que aconteceu com a minha estrelinha, pois já chorei uma cachoeira quando em agosto passado escrevi “Sobre perdas e danos”. Quem estiver curioso acesse o post, ou o blog “Minha Estrelinha”, escrito pela mãe, e saiba mais sobre a Vickinha.

Hoje eu gostaria de falar de saudade, não a saudade que nos leva à depressão e ao desencanto com a vida, mas sim aquela que transcende em amor. Na semana passada acordei um dia com o coração apertado, pensando na Vickinha. Ela fez aniversário dia 16 de julho e nos deixou no dia 3 de agosto de 2010. O CD com as fotos da festa de 1 aninho estavam na gaveta de minha filha, aguardando revelação, e lá ficaram até que a Lygia decidisse revelá-las na semana passada.

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Coisas “interessantes”

Fran Papaterra

Vou comprar briga e transformar o um peso e duas medidas em rigorosamente duas medidas. Debatemos, Augusto e eu, sobre o excesso de informação nas diversas ferramentas de internet. Minha posição é que estamos diante do fenômeno feitiço contra o feiticeiro. Em outras palavras, de uma promessa de geradora de tempo livre, a internet acabou por consumir o tempo das pessoas com informações inúteis.

Augusto, ao responder minha provocação anexou um vídeo como um exemplo de como compartilhar coisas interessantes. Quando cliquei no vídeo constatei que ele tem 9 minutos. Façamos a conta. Há quem se orgulhe de ter mais de mil amigos no FaceBook. Não duvido, tendo em vista o que quer dizer amigo para o FaceBook. Mas, digamos que temos cem amigos dignos deste nome e todos plugados, conectados. Um desempenho pífio destes amigos em redes sociais postaria apenas um link por dia de “coisas interessantes”. Vamos reduzir o tempo destes vídeos para 3 minutos, considerando o do Augusto exagerado para ser média. Nossos amigos (mui amigos) me tomariam 300 minutos por dia ou cinco horas por dia com “coisas interessantes”.

Para escrever este post fiz algo que não faço: abri uma sugestão de compartilhamento de um amigo. Tratava-se de uma ponte na Rússia com um pênis (isto mesmo, um pênis) desenhado. Como a ponte é elevadiça, o pênis cresce quando a ponte se abre. É apenas um exemplo, radical, reconheço, porém real. Alguns de vocês devem ter recebido esta imagem.

Minha conclusão é que “coisas interessantes” quer dizer, em geral, “bobagens”. Não posso fazer nada em relação às pessoas que gostam de consumir bobagens. A audiência do Big Brother e a tiragem de Caras que o digam. Mas, isto me afeta pouco. Porém, quando passo a receber pênis gigante pela internet, percebo que sou chamado a consumir bobagens com uma insistência alarmante.

Quem me lê e discorda de mim pode pensar: é só não abrir o link. Então, eu pergunto, se o link não vier acompanhado da mensagem “pênis gigante” e sim com Fulano quer compartilhar um vídeo com você, como saber se é bobagem ou não? Minha decisão é não me arriscar e deletar tudo que venha pelo FaceBook e congêneres,

Vai sobrar tempo para ir ao Museu da Língua Portuguesa e ver a exposição sobre Fernando Pessoa. Prefiro Pessoa a pênis gigante.

Augusto Pinto

O Fran realmente está puxando briga. E eu vou topar, pois no fundo não discordo dele, apesar de discordar frontalmente (!?). Ou seja, não sou a favor, nem contra, muito pelo contrario. Permitam que me explique melhor. Sim, é verdade que a Internet é um mundo imenso, povoado de irrelevâncias, que se misturam a coisas realmente relevantes e nisso eu estou inteiramente de acordo com o Fran. Porém, discordo frontalmente quando ele atribui esta característica exclusivamente à Internet. A Internet nada mais é do que a dimensão virtual do mundo físico em que vivemos. Se o mundo de “tijolos & argamassa” aqui fora muda, essa mudança se reflete imediatamente na Internet.

Nos tempos de meu avô, não preciso nem ir tão longe, nos tempos de meu pai, a triagem de informações relevantes era muito simples. No Brasil, tudo se resumia a dois ou três jornais,  à revista semanal “O Cruzeiro” e a “Manchete”, algumas poucas rádios AM e dois ou três dois canais de TV aberta. Passados pouco mais de cinqüenta anos, são centenas de canais de TV a cabo, dúzias de revistas semanais, de todos os tipos, dezenas de jornais, sem contar os globais, mais os canais públicos de informação (mídias eletrônicas de elevadores, aeroportos, ruas, etc). Dizer que é mais difícil triar as irrelevâncias de conteúdo do Facebook do que do Estadão de domingo é uma inverdade. Como escolher entre as centenas de filmes que são oferecidos nos canais a cabo diariamente? Até ler a sinopse de algumas linhas é time consuming.

Ou seja, meu caro Fran, viver nos tempos atuais se tornou muiiiitoooo mais complexo (e talvez até mais chato) do que no tempo de nossos avós. Somos bombardeados por uma quantidade tal de informações que simplesmente nossos cérebros não conseguem triar e muito menos usufruir. Quantas vezes estamos diante de notícias relevantes, bem embaixo de nossos narizes e que não nos damos conta. Vamos a um exemplo prático. Vocês sabiam que:

  • Quem quiser tirar uma cópia da certidão de nascimento, ou de casamento, não precisa mais ir até um cartório, pegar senha e esperar um tempão na fila. O cartório eletrônico, já está no ar!
  • No caso de multa de trânsito, por infração leve ou média, se você não foi multado pelo mesmo motivo nos últimos 12 meses, não precisa pagar multa. É só ir ao DETRAN e pedir o formulário para converter a infração em advertência com base no Art. 267 do CTB. Levar Xerox da carteira de motorista e a notificação da multa.. Em 30 dias você recebe pelo correio a advertência por escrito. Perde os pontos, mas não paga nada.

Pois bem. Tudo isso saiu nos jornais, mas pouca gente viu. Eu descobri essas informações hoje, graças a Internet. Cabe a nós usá-la bem (thanks ao Google, por nos ajudar nisso), ou abrir e-mails e conteúdos de redes sociais “extremamente relevantes”, recebidos dos “amigos do peito eletrônicos”.

Ponto para o Fran no que diz respeito à irrelevância da maior parte do conteúdo das redes sociais, lembrando que as mesmas não são sinônimo de Internet. Mesmo assim, quando queremos saber se alguma tranqueira, nova recém lançada, presta, não existe nada melhor que dar uma fuçadinha nas redes sociais. Por exemplo, suponha que você esteja em dúvida sobre os prós e contras de comprar um iPad na versão atual. Há 10 anos atrás, você teria que pedir a opinião de um amigo geek, ouvir a opinião “nada tendenciosa” do vendedor, e decidir por sua conta. Hoje, graças à Internet, você gastaria cinco minutos para encontrar os prós e contras sobre o iPad e mais cinco para encontrar avaliações de usuários pioneiros.

Quer mais uma? Se você estiver no trânsito de São Paulo, e cair um daqueles dilúvios diários, entre no Twitter de seu celular e acesse o usuário @alagamentos_sp. Lá vão te informar se tem algum alagamento perto de você. É, ou não é porreta?

E aí, Fran, vai encarar?