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e-Jovens

imageOs jovens do século XXI vivem em rede. Meu sobrinho (e afilhado) e sua namorada, ambos de 26 anos, moram em Berlim. Eles são “e-jovens”. Apesar de não terem o comportamento obsessivo dos jovens brasileiros, que checam FB e e-mail no cinema e na academia, o Pedro e a Mariane dependem totalmente dos seus smartphones para viverem. Suas vidas são direcionadas pelos apps do iPhone e pelas redes sociais (virtuais e físicas). Conviver por dois dias com esses dois jovens brasileiros, que vivem como europeus, foi para mim uma lição de vida.
O Pedro se formou em Tecnologia da Informação aos 22 anos, mas iniciou sua atividade profissional, como um empresário de e-commerce, ainda durante a faculdade, aos 19 anos. Em parceria com outro jovem, o Pedro fundou uma empresa de e-commerce para vender livros jurídicos pela Internet. Ele e seu sócio, além de programar, vendiam, faturavam, cuidavam da logística e do recebimento. Terminando a universidade, o Pedro iniciou sua pós-graduação.
Aos 23 anos ele foi convidado para trabalhar como desenvolvedor de e-commerce da UOL e aos 24 anos se transferiu para a Rocket (uma empresa global de venture capital, especializada em incubar negócios de e-commerce), para atuar na exportação de sistemas para as novas empresas sendo incubadas no Brasil. Algum tempo depois ele foi convidado pela maior concorrente de seu empregador para ser o  lider de desenvolvimento, baseado em Berlim, com o mesmo objetivo anterior, mas agora com responsabilidade por toda a América Latina. Nesse momento o Pedro sentiu que a coisa iria longe e convidou a Mari para se mudar com ele para Berlim. A Mari é advogada e, coincidentemente, já estudava alemão.

Tiozinhos

Outro dia eu li uma entrevista com o Caetano Veloso, onde ele se declarava estar entrando na “infância da velhice” (ele tem 67 anos). Eu, que não sou tão velho quanto o Caetano, mas estou me aproximando, prefiro a definição do Mário Prata e me considero um “evelhescente”. O Mário explica exatamente como a gente se sente entre os 45 e 60 anos. A gente se sente bem, principalmente quando dá sorte, como eu dei (thanks God) de chegar lá relativamente inteiro, trabalhando, com saúde, de bem com a família, de bem com os amigos, enfim, de bem com a vida.

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Boleiros

dungaO termo boleiro é uma expressão brasileira, quase impossível de transcrever em outra língua. O boleiro não é (necessariamente) um técnico de futebol, não é um comentarista, não é um torcedor fanático e não é um dirigente. Então, que diabos significa o termo boleiro? Significa alguém que curte futebol e fala “sua língua”, um cara que é do ramo, que entende a mente dos jogadores de futebol. O Lula, por exemplo, é um boleiro. Os boleiros adoram fazer analogias sobre futebol! Se você ainda não entendeu bem o que é um boleiro, leia o blog Planeta Boleiros.

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Fiel 99

corinthians-puma-03-02O título dessa blogada é muito sugestivo para mim. Ele pode ser lido por três ângulos: do corintiano (porque a Fiel é a torcida do Corinthians), do número cabalístico 9 e da questão da fidelidade. Vou começar falando do lado corintiano. Ontem o Corinthians completou 99 anos de vida.  Eu, junto com toda a torcida Fiel, comemorei a perspectiva de ganharmos tudo em 2010, com o Ronaldo vestindo a camisa 99 (no dia de hoje honrosamente vestida pelo Dentinho contra o Santos) e sendo o artilheiro-mor em todas as competições que participarmos! Parece delírio de corintiano? E é, pois nós corintianos vibramos sempre por antecipação com as glórias do Timão, mesmo que ao final seja apenas cair com honra para a “segundona”, o que não vai acontecer de novo. Continuar lendo Fiel 99

Morte aos canalhas!

CanalhaO termo canalha estava fora de moda, em desuso. Os jovens confundem canalha com pilantra, cafajeste, cara de pau, enrolador, mentiroso e outras simplificações. Canalha é muito mais que isso. Canalha é uma palavra a ser dita com a boca bem aberta, em alto e bom som: “Seu canalha!!!” É como “puta que o pariu”…. não pode falar com a boca murcha.

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Falta de educação 2.0

geek-nerd-thumb5702645Nos meus bons e velhos tempos de menino, falta de educação era conversar no fundo da sala de aula, desrespeitar os mais velhos, limpar caca de nariz, soltar pum no elevador, beliscar a bunda das meninas e outros hábitos toscos, mas razoavelmente saudáveis, alguns até justificáveis.

Mas, no Brasil tudo está em contínua evolução, desde o mau carácter (onde ninguém supera os Sarneys), passando pela corrupção, pela má distribuição de renda e até chegar na falta de educação. Hoje, 2.0 é sinônimo de modernidade. O termo 2.0 está intrinsecamente ligado às novas tecnologias e à interação social via Internet e devices móveis (laptops, netbooks, celulares 3G e PDA’s em geral). Uma sociedade 1.0 é uma sociedade ilhada, enquanto a sociedade 2.0 é plugada e interconectada.

Vai daí, que os sem educação profissionais evoluiram em seus atos de agressividade, arrogância e mau gosto, para um perfil também 2.0. A falta de educação 2.0 é a online e real time.

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Geeks

geek-greetings-thumb4964327Segundo a Wikipédia, a palavra geek teve seu primeiro registro em 1876, como sinônimo de fool (bobo) e posteriormente passou a designar artistas ambulantes que ganhavam a vida exibindo-se nos mafuás, ou nas ruas, em performances bizarras que incluíam arrancar a cabeça de uma galinha viva com os dentes ou comer insetos (bugs). Por analogia, passou-se a designar como computer geek aquele que ganha à vida “comendo “bugs de computador”.

Hoje a invasão tecnológica tenta transformar todos nós em geeks. Eu estou longe de ser um geek, mas tenho a tecnologia fluindo pelas veias. Sou engenheiro, meu primeiro emprego foi como analista de suporte técnico e segui por toda a vida vendendo tecnologia (da informação), sempre em empresas de ponta (lideres de mercado em suas especialidades). Quando decidi me tornar empresário, peguei um pouco mais leve, me “bandeando” para o setor de comunicação corporativa, mas ainda atendendo a empresas do setor de tecnologia. A razão deste parágrafo é estabelecer minha credibilidade, antes de tomar da marreta e começar a  destruir mitos.

O que é tecnologia? Não é o foguete que levou o homem até a Lua, nem o computador que fez os cálculos que viabilizaram esse milagre. Computadores, foguetes, software, Ferraris, Boeings, etc, não são mais que um monte de quinquilharias sem duas coisas: um propósito e seres humanos para realizá-los.

A tecnologia para fazer algum sentido deve de alguma forma contribuir para a melhoria de vida dos seres humanos. Sem um propósito, a tecnologia pura e simples pode tirar nosso foco da única coisa que realmente importa, do berço ao tumulo: viver e interagir com outras pessoas.

A primeira mostra de tecnologia que um ser humano provou foi o fogo. Mas, mesmo essa maravilha, que nos serve até hoje, só se tornou útil quando o homem descobriu que com o fogo poderia iluminar a escuridão, cozer alimentos, se aquecer e fundir metais. Até aí, o fogo provavelmente teve apenas efeito hipnótico (é o que eu sinto ainda hoje olhando uma fogueira), desviando a atenção do Adão para com sua Eva.

Esse encantamento é típico de qualquer nova tecnologia. Não são todos, mas alguns ficam tão embasbacados com novas tecnologias, que se esquecem do seu principal propósito: nos servir, e não o contrário. Vamos a alguns exemplos perversos:

  • Durante apresentação de um colega, numa reunião de empresa, nós ficamos checando e-mail no celular 3G.
  • Levamos o celular para a praia, ou para o parque, mesmo que não sejamos um médico com paciente prestes a dar a luz.
  • Ficamos checando o Twitter, enquanto a esposa põe a mesa do jantar e tenta estabelecer um diálogo.
  • Deixamos a família assistindo ao DVD, ou ao futebol, sozinha, enquanto navegamos na web com o laptop no colo.
  • Gastamos mais tempo na Internet do que com a namorada, ou esposa (ao vivo, claro).
  • Preferimos Twitar sobre vinhos do que tomá-los.
  • Gostamos mais do simulador de vôo no PC do que de uma viagem real.
  • Preferimos ver fotos no Flickr, do que ver o por do sol na praia.
  • Preferimos os joguinhos eletrônicos do que ir ao cinema com a namorada Meu filho tem uma guitarra-game, na qual é expert, enquanto se nega a aprender tocar guitarra de verdade?!
  • Preferimos o game FIFA 2008, do que assistir a Corinthians X Palmeiras no Pacaembu.
  • Gastamos mais tempo extraindo e tabulando informações de nosso relógio Garmin GPS Trainer, do que correndo, ou pedalando.
  • Etc…

E onde acaba tudo isso? Em lugar nenhum, já que as tecnologias passam e o mundo real lá fora continua igual. Apenas não participamos dele, ou participamos pouco, até que um dia você se olha no espelho e, surprise, está velho e não aproveitou a vida como poderia. Tenho um amigo que quer ser enterrado com seus gadgets. É uma escolha….

A mulher do engenheiro – 2/4

Argumentando (tentando) com a mulher

Gente, o gráfico abaixo pode parecer ridículo, para os homens, mas me acreditem: é exatamente assim que acontece. Eu posso testemunhar, pois já estou na fase mais baixa (e humilhante) do gráfico, onde nós homens perdemos a maioria das paradas.

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Quando conheci minha mulher eu era chegado em esportes radicais e adorava fazer camping selvagem (desses em que você acampa na praia, ou na mata, sem luz e tomando banho de rio). Me lembro de acamparmos na região de Campos de Jordão no inverno, onde dormíamos vestindo jornal por baixo da roupa, tal era o frio. Mesmo assim, tomávamos banho gelado. Nessa época eu também bebia todas e minha então namorada assimilava muito bem. Também gostava de correr e fazia provinhas com a turma quase todo fim de semana. Recém casados, íamos passar finais de semana em Atibaia e a Lygia (santa mulher) aceitava que voltando da corrida eu passasse o resto do dia comendo churrasco e bebendo com os amigos.

De repente, sutilmente, a coisa começa a mudar. Uma “peitadinha” aqui, outra ali, o primeiro “esporro por bebedeira, as esticadas de sábado começam a encurtar, acampar só em hotel, mais pra frente só em hotel muito bom, depois ela escolhe o carro novo, escolhe a nova casa, a decoração, o programa de cinema…. até que um belo dia você acorda e ela está no comando!?

O que aconteceu? Ela mudou? Eu bobeei? Estou ficando velho e percebo que não vale a pena passar a vida discutindo? Na verdade, é um pouco de tudo isso, mas a realidade sofrida (sorry brotherhood dos homens) é que nós homens quando casamos ainda somos muito infantis. As danadas das mulheres percebem e nos dão corda. Depois, pouco a pouco, vão puxando a cordinha, puxando, até que um belo dia ela está curta e sem volta. Aí, quando a gente pensa em reagir vem o bom senso, que mostra que em 99% das situações elas estão certas.

Dá pra discutir com a mulher sobre deixá-la todo o domingo com os filhos, enquanto a gente joga bola e enche a cara de cerveja? Ou então, dá pra discutir quem tem razão quando ela resolve que pizza para os amigos só se tiver empregada para depois limpar a bagunça? Ou então, porque temos que voltar mais cedo para casa no sábado, pois no dia seguinte todos têm que acordar para sair com os filhos? E por aí vai. Na idade da razão, não dá mais pra ser machão.

Portanto, vocês aí que ainda estão na “dolce vida” dos trinta e pouquinhos, vão tirando seus cavalinhos da chuva: antes dos 40 elas vão botar um cabrestinho em vocês. E sabe o que é pior? Vocês vão gostar! Top, top, top!!!

A mulher do engenheiro – 1/4

Minhas próximas 4 blogadas serão a respeito da mulher, sua essencialidade para nós homens e a imensa dificuldade com que lidamos com esses seres complexos e fascinantes. Por mais que treinemos, por mais que a vida nos ofereça oportunidades para praticar, nós homens morremos ignorantes da bula que ensina os cuidados sobre “como manipular (no bom sentido) as mulheres”.

Eu sou engenheiro e como tal tentei entender e explicar as mulheres por um ângulo tecnicista.

1. Memorial descritivo da mulher, segundo os engenheiros:


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Eu não sou o autor da placa acima, mas devo dizer que concordo com ela em gênero, número e caso. Sou casado há muiiiitooooossss anos. Na minha empresa +80% dos colaboradores são mulheres. Tenho uma filha mulher e uma neta a caminho. Eu já deveria entender do assunto, mas o fato é que não entendo. O que consegui é aquilo que a maioria dos homens consegue após anos de prática intensiva de convivência com as mulheres: como sobreviver a elas, mesmo não as entendendo. Estes são meus 10 truques (não espalhem):

  1. Nunca concordar (NEM DISCORDAR) com nada que a mulher sugere (tipo, “você não acha que fulana é linda”, ou “acho que estou gorda”,.. etc). Faço cara de paisagem. A novela Caminho das Índias me ensinou que os indianos são sábios nesse sentido: dão uma balançadinha de cabeça para uma lado e para o outro, que significa “nem sim, nem não, muito pelo contrário”.
  2. Não cair nunca na conversa do “vamos só dar uma espiada”. Muitos acabam de cuecas ao acreditar nessa conversinha.
  3. Nunca acreditar no “estou terminando de me arrumar, é só mais um minutinho”. Já perdi reservas de restaurante, o jogo de futebol (após o restaurante) e já ouvi falar de gente que perdeu até avião, escutar essa música da sereia.
  4. Não tente adivinhar o que sua mulher fez no cabeleireiro. Na melhor das hipóteses você vai errar. Você acha que ela cortou o cabelo, mas ela só fez as unhas. Ou então você acha que o corte ficou legal, mas ela está achando um lixo. A melhor política é perguntar: foi ao cabeleireiro? o que você fez? está diferente, mais bonita… gostou do resultado? Mesmo assim, fique consciente, nessa história de cabeleireiro você vai errar sempre…
  5. Não pergunte a opinião de sua mulher sobre outra mulher. Nunca é isenta.
  6. Não abra mão da rotatividade na escolha dos programas de cinema, senão você vai passar a vida assistindo a filmes tipo “mi madre, mi hijo”. No meu caso, uma semana é “mi madre, mi hijo” e na outra é filminho leve com muito soco na cara e faca na barriga.
  7. Quando a mulher estiver quieta, não pergunte (jamais) o porque. Simplesmente se afaste. As minas enterradas no deserto do Iraque (muito menos perigosas) também são silenciosas.
  8. Não convide mulheres para assistir ao futebol na TV com você. Vai dar briga, pois elas vão ficar no tititi o tempo todo e na frente da imagem bem na hora da cobrança do penalti.
  9. Nos churrascos sirva primeiro as carnes torradas pra elas (rapidamente). Enquanto isso o braseiro chega no ponto, a cerveja gela melhor e aí sim você desfruta aquela picanha no maracilhosa, sem pressa e sem limites na birita. A essa altura as mulheres já estarão cuidando de outras coisas dentro da casa.
  10. O último e mais importante: a primeira prioridade é sempre das mulheres (à frente do futebol, do bar, do poker, da internet,…), mesmo que não seja.