Arquivo da categoria: Negócios/Tendências/Tecnologia

Essa é uma categoria muito ampla. O que é negócio? É tudo aquilo que, de alguma forma nos proporciona retorno (financeiro e profissional). Todavia, para um negócio ser bom de fato ele tem também que nos proporcionar prazer. Dessa forma, existe uma tangência invisível entre negócios e lazer.

MOTIVAÇÃO

tumblr_l9bnw7irvb1qci8e0o1_r1_1280O que é motivação? A adrenalina que nos empurra para frente quando nos sentimos ameaçados, a dopamina que vem à tona quando somos elogiados, o ego que salta à frente quando somos criticados?

Antes de responder à essa questão é preciso responder a uma outra: quem nos motiva? Ao contrário do intuitivo, quem nos motiva não são as pessoas à nossa volta e sim nós mesmos. Quando muito o ambiente externo nos dá toques, para acordar o gigante que dorme dentro de cada um de nós.

E a única coisa que desperta o gigante é a perspectiva de ser útil. Sim, nosso gigante interior é movido a bons sentimentos, e isso vale mesmo para os seres mais primitivos e empedernidos.

Por isso é tão importante “vender” as ideias e sugestões para as pessoas. Até o sargento que dá ordens diretas e inquestionáveis deveria ao menos sugerir o sentido e a utilidade por trás de seus mandos e desmandos.

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Eu robô

Eu sempre fui ligado em science fiction. Na infância me iniciei com os livrinhos (por alguma razão eram livros pequenos) do Júlio Verne e mais tarde, na juventude, devorei em série os livros do Isaac Asimov, Ray Bradbury, Arthur C. Clark e H. G. Wells. Toda essa leitura me trazia à mente a ideia de que um dia nós seriamos seres humanos seriamos plasmados com as máquinas, nos abrindo a possibilidade da indestrutibilidade, quiçá da eternidade. Assistir à série “Cyborg – O homem de 6 milhões de dólares” só me fez acreditar ainda mais ingenuamente nisso. Pra quem nunca ouviu falar do Cyborg, vale conferir.

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Desemprego high tech

Recentemente, li quatro notícias que me deixaram pensativo. Verdade que se eu tivesse a idade de meus filhos, essas notícias teriam é me deixado muito preocupado.

Notícia 1:”

“A Biblioteca Nacional do Reino Unido irá remanejar parte de seu acervo em um novo prédio, onde a responsabilidade pelo armazenamento e coleta de sete milhões de itens passará de um bibliotecário para uma grua robótica.”

Notícia 2:

“No Hospital Sírio-Libanês, foi realizada no mês de maio de 2011 a primeira cirurgia de endometriose de intestino no mundo com robô (o Da Vinci).”

Notícia 3:

“As fabricantes Kawada e Yaskawa, focadas até agora em produzir os robôs Motoman para a indústria automotiva, mudaram seus objetivos e querem ampliar as áreas de atuações das suas máquinas para outros setores, principalmente de serviços e enfermagem.”

Notícia 4:

“Wisconsin parece estar com o jogo ganho, já que lidera por 51 X 10 após o terceiro tempo. Wisconsin aumentou sua liderança quando Russell Wilson encontrou Jacob Pedersen para um touchdown de 8 jardas para deixar o placar a 44-3…” Essas palavras são parte de um artigo escrito pelo software da Narrative Science, usando apenas as estatísticas do jogo, geradas automaticamente por um computador.”

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Vamos ao que interessa (2/2)

Eu sou fã do seriado Dexter, “o serial killer do bem”. Todo capítulo do Dexter começa com um recall do capítulo anterior. Pra não ser original, vou copiar o Dexter.

Em meu último post, “Vamos ao que interessa (1/2)” eu propunha que achassemos o âmago, o “ó do borogodó” das questões intrincadas e da teia de informações que podem tornar as soluções simples, antes de nos metermos a executar qualquer tarefa. Sugeri que antes de atacar um problema o imaginássemos top down, na forma de um triângulo, onde no topo está o ápice e nas camadas inferiores estão as prioridades a serem atacadas e os detalhes de cada uma delas.

Até aí, como dizia nosso vovô, “morreu Neves”, a questão de fundo é: como encontrar o âmago de problemas complexos, particularmente quando podemos literalmente nadar num oceano de informações? Excelente pergunta e responder a ela será meu desafio dessa segunda e última parte deste post.

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Vamos ao que interessa (1/2)

Recentemente li um post no blog do Ronaud Pereira, onde o autor propunha algo que ele chamava de visão de mundo: “Qualquer um que queira avançar na vida precisa desenvolver sua visão de mundo. Visão de mundo é como uma super visão mental, que ultrapassa as aparências e enxerga o âmago das coisas. É a capacidade de situarmos nossas ideias e a nós mesmos diante de uma perspectiva geral das coisas. É a capacidade de relativizar, num mundo ansioso por generalizações.”

O Ronaud me remeteu a muitas décadas atrás, quando eu aprendi a ler. “Vovô viu a uva”. Era assim que se aprendia a ler na cartilha “O Caminho Suave”, universal para os velhotes de minha geração. Aprendíamos tudo de forma cartesiana, onde o todo é a soma das partes. Para se aprender a ler aprendia-se antes consoantes e vogais, para depois entender a combinação entre as mesmas, que resultava nas palavras.

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O bom velhinho

Se você está pensando em Papai Noel, errou. Nosso bom velhinho começa, aos 25 anos, a investir em bolsa de valores com um capital de USD 100,00. Como sócio gestor ele se associa  a um grupo grande de parceiros, que em conjunto aportam USD 105.000. É combinado com os parceiros que eles devem receber anualmente 6% sobre o valor investido, mais 75% sobre os lucro que excedessem a essa meta. Vê-se, desde o princípio, que o cara não era fraco…

Ao longo dos próximos treze anos o sócio gestor paga aos investidores uma taxa anual composta de absurdos 29,5%, atuando exclusivamente em bolsa de valores. Isso foi excepcional, particularmente porque nesse período o índice Dow Jones Industrial caiu por cinco anos. Como esse “milagre” foi conseguido? Aplicando na prática o mantra de vida do sócio gestor: “flutuações de mercado são oportunidades”.

E quem é esse gênio? Acho que todos já adivinharam: o lendário investidor octogenário, Warren Buffet.

Muitos poderão dizer que o ganho excepcional dos primeiros treze anos da Berkshire Hathaway, sua empresa holding, ocorreram em outros tempos e que hoje isso seria impossível, pelo menos após a implosão do mercado financeiro ocorrida desde 2008. Será?

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Steve Jobs, esse famoso desconhecido

Vocês sabem quem é esse cara? É o Steve Jobs, nos seus vinte e poucos anos. Eu sou fã do dele, de carteirinha. Não apenas por sua genialidade, mas também pelo lado obsessivo de sua personalidade. Estas são minhas frases favoritas, ditas pelo Steve Jobs. Elas definem bem sua personalidade:

“Artistas de verdade entregam”, dita por Steve Jobs num encontro da equipe responsável pelo Macintosh em 1983, quando percebeu que o projeto estava atrasado e não seria terminado nem no ano seguinte.

“Mantenha-se sempre faminto e ignorante”

“As pessoas não sabem o que querem, até que você mostre a elas.”

Esse é o Steve Jobs, controlador, curioso profissional e obsessivo pela vida, embora sem medo da morte. Ao que tudo indica ele está mesmo morrendo.  Recentemente, o tablóide National Enquirer publicou imagens do executivo bastante abatido entrando no Centro de Tratamento de Câncer de Stanford, na Califórnia. O assunto chegou à bolsa de valores, onde as ações da companhia registraram queda de 1%.

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Pensar cansa

Eu sou sócio de uma empresa onde a maioria dos colaboradores são muito jovens. Eu noto que sempre que um problema é intrincado, sem pontas visíveis para começar a ser destrinchado, há uma certa “preguiça mental” na hora da busca pela melhor solução. Nesse momento os jovens tendem a optar por soluções óbvias, copy and paste de algo que já fizeram anteriormente, ao invés de dar tratos à bola para buscar algo novo e mais criativo. Por quê a geração Y, plugada na Internet e antenada em todas as novas hypes tem essa atitude tão comodista e, porque não dizer, escapista? Para tentar entender é preciso dar uma espiada nas teorias sobre as modalidades do pensamento estruturado.

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Fazemos qualquer negócio…

No velho oeste os revólveres eram aproximadamente precisos. Ao contrário da lenda, não era o pistoleiro mais rápido que sobrevivia, mas o que tinha a melhor tecnologia (a arma mais precisa). E esse paradigma continuou válido até muito recentemente: vencem as guerras os exércitos que detêm as melhores tecnologias. Entenda por guerra o que quiser, inclusive e principalmente as guerras do mundo corporativo.

Até a última década do século XX eram as tecnologias inovadoras que construíam as lideranças de mercado. A Porsche inventou o câmbio Tiptronic e abriu uma volta sobre os concorrentes. A Boeing lançou seu primeiro jato transcontinental de grande porte com apenas duas turbinas (777) e deixou a Airbus 10.000 metros abaixo. A SAP migrou seu ERP para a tecnologia cliente/servidor e deu um chapéu na Oracle. E essa tendência continuou viva até que, nos últimos 10 anos, começamos a presenciar o “efeito China”.

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