O Fluxo

riverflowTrechinho de um post mega legal do Stef Lewandowski no blog Medium.com:

“Existem dias onde os astros se alinham para prover um ambiente perfeito para nossas realizações. Nesses momentos a gente se sente poderoso, capaz de tudo, absolutamente o melhor. Parece que somos parte de um fluxo, onde podemos fazer coisas em segundos, que normalmente levariam horas. Nessas ocasiões os movimentos de nosso corpo e os pensamentos mais complexos se tornam naturais e fáceis, como cortar manteiga. Todo trabalho se torna agradável, seus resultados são de alta qualidade e o sentimento de realiza-lo é de puro prazer.”

Essa ideia de fluxo sempre esteve na minha cabeça para explicar porque às vezes tudo dá certo, enquanto em outras ocasiões só entramos em roubada. Vou tentar fazer uma alegoria do que eu penso sobre o fluxo da vida. Imagine um mundo onde teríamos que navegar entre muitos rios, que se interligam. Às vezes o curso do rio em que estamos navegando é longo e estamos com pressa. Aí tentamos pegar um atalho por terra e atolamos na lama das margens, ou nos enroscamos no cipoal da mata que cerca o rio. Essa para mim seria uma boa imagem da vida.

Se conseguíssemos navegar continuamente pelo fluxo do rio da vida e seus afluentes, um dia facilmente chegaríamos até o mar. Porém, nossa ansiedade e nossa falta de confiança, nos empurram constantemente para as margens do rio.

A corrente da vida é feita por pessoas. Todas devem chegar até o mar. Entenda o mar como quiser, Deus, a plenitude, o equilíbrio, o atingimento de um estado de consciência mais elevado,… o que quer que para você represente o sentido da vida.

Para entrar na hype desse fluxo, sempre que recebemos algo (conhecimento, dinheiro, responsabilidades, ajuda, amor, confiança, etc), deveremos acrescer nossa quota de esforço e colaboração (para melhorar o que recebemos), antes de passar para frente.  Ou seja, o fluxo da vida para se tornar fácil tem que ser necessariamente colaborativo.

Se simplesmente nos abandonamos ao fluxo da corrente, sem atuar nem tomar decisões, viveremos uma vida irrelevante, à qual teremos que voltar (para quem acredita, numa próxima encarnação), para enfrentar as decisões das quais fugimos. Se tentamos nadar sózinhos interrompemos o fluxo e seremos infelizes. Se saímos dele atolamos nas margens e se tentamos nadar contra a corrente nos afogamos. Ou seja, a longo prazo descobriremos que a única opção para fluir pelo rio da vida, de maneira fácil e sem sustos, é por meio do compartilhamento e da colaboração.

Nosso papel como um elo da corrente da vida é  colocar esforço para melhorar aquilo que recebemos, antes de passar para frente. Ou seja, é preciso haver mérito para aproveitarmos aquilo que recebemos. Sempre que algo cai em nossa cabeça, sem mérito, acabaremos perdendo, ou, na melhor das hipóteses, aquilo não trará nenhum prazer a nossas vidas (tipo ganhar na mega sena sozinho).

O que complica é que a cada passo  a vida sempre nos propõe múltiplas encruzilhadas. É como se o rio tivesse um afluente a cada km, que por sua vez tem seus afluentes. Qual caminho nos levará mais rápidamente até o mar? Isso é irrelevante, pois todos os caminhos levam ao mar e temos todo o tempo do mundo. A única coisa que realmente importa é entender como funciona o fluxo colaborativo da vida e participar proativamente dele.

Nos poucos momentos onde, às vezes sem querer, ou num flash de lucidez, a gente vislumbra o caminho do fluxo, tudo parece se encaixar e dar certo magicamente. Aí vem nosso ego e nos empurra para a margem, para a preguiça do boiar de barriga, ou para a teimosia de nadar contra a corrente. E quando, sem surpresa, tudo volta a dar errado, a gente se surpreende?!

Faz sentido para você? Pense numa humanidade onde cada indivíduo seja apenas uma célula de um mesmo e grande corpo, tentando atuar descoordenadamente em relação às outras células. Vai virar câncer, não vai? Pois é. A simplicidade do “ame ao próximo como a ti mesmo”, um dia será provada como uma teoria da física e da biologia. Somos todos parte de uma mesma grande entidade, de uma mesma inteligência, cujo papel individual é receber, agregar valor e compartilhar, num fluxo contínuo e ininterrupto. Só que não acreditamos nisso, apesar de todas as evidências e aí… Bom, olhe o Brasil à sua volta e conclua o resto.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s