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“Nós” e “Eles”

moisespescadorO Brasil é o único país do mundo onde a população está dividida em duas metades: “nós” e “eles”. O incrível é que se somarmos as duas metades o resultado é o dobro da população!? Os “nós” e os “eles” não se misturam, pois não são farinha do mesmo saco. “Nós” somos legais, hospitaleiros, divertidos, criativos, prontos para ajudar, inteligentes, honestos, trabalhadores, estudiosos, cultos, amigos, colaborativos, leais, respeitadores, enfim, “nós” somos o fino da bossa, como se dizia no tempo do Tom Jobim. Se o Brasil fosse populado apenas pelos “nós” seriamos um país de primeiro mundo, quem sabe líderes globais, à frente de USA e China.

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O Homem

lula bebado dormindoOu, se preferirem, o título desse post poderia ser “nunca antes na história deste país”. O texto é sobre O HOMEM. Que homem? Ora, todos vocês sabem de quem estamos falando. O texto não é meu, é do advogado Caio Lucas Macedo e está circulando pela www. Achei maravilhoso e resolvi publicar. Não há nele uma só frase que seja mentirosa, pelo contrário, são todas verdades incontestáveis. Confiram.

Déjà vu

Gente, esse é meu primeiro post depois de um sabático de 3 meses. Sabático é um jeito elegante de disfarçar minha preguiça, ou pura e simplesmente falta de inspiração. Meu blog tem sido eclético, desde o início, falando um pouquinho de tudo, mas percebi que ultimamente eu vinha me comportando de forma azeda, compatível com meu desapontamento com nossa atitude histórica de “deitados em berço esplêndido”. Por isso eu parei de escrever, para não transferir minha “sacocheíce” para vocês.

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O “QUINTO DOS INFERNOS”

Eu não inventei essa história, que chegou até mim pela Internet. Vale divulgar, para nos dar uma ideia do quanto o brasileiro amoleceu nos últimos 2 séculos.

 

 

 

 

 

 

Durante o Século 18, o Brasil-Colônia pagava um alto tributo para seu colonizador, Portugal. Esse tributo incidia sobre tudo o que fosse produzido em nosso País e correspondia a 20% (ou seja, 1/5) da produção. Essa taxação altíssima e absurda era chamada de “O Quinto”.

Esse imposto recaía principalmente sobre a nossa produção de ouro. O “Quinto” era tão odiado pelos brasileiros, que, quando se referiam a ele, diziam “O Quinto dos Infernos”. E isso virou sinônimo de tudo que é ruim.

A Coroa Portuguesa quis, em determinado momento, cobrar os “quintos atrasados” de uma única vez, no episódio conhecido como “Derrama”. Isso revoltou a população, gerando o incidente chamado de “Inconfidência Mineira”, que teve seu ponto culminante na prisão e julgamento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário IBPT, a carga tributária brasileira ao final do ano de 2011 chegou a 38% ou praticamente 2/5 (dois quintos) de nossa produção. Ou seja, a carga tributária que nos aflige é praticamente o dobro daquela exigida por Portugal à época da Inconfidência Mineira, o que significa que pagamos hoje literalmente “dois quintos dos infernos” de impostos…

Para quê? Para sustentar a corrupção? Os mensaleiros? O Senado com sua legião de “Diretores”? A festa das passagens, o bacanal (literalmente) com o dinheiro público, as comissões e jetons, a farra familiar nos 3 Poderes (Executivo/Legislativo e Judiciário)?!?

Nosso dinheiro é confiscado no dobro do valor do “quinto dos infernos” para sustentar essa corja, que nos custa (já feitas as atualizações) o dobro do que custava toda a Corte Portuguesa!

E pensar que Tiradentes foi enforcado porque se insurgiu contra a metade dos impostos que pagamos atualmente…!

Feliz Ano Novo (?)

A gente vai para a praia nas noites de reveillon, cheio de esperanças, carregando listinhas de pedidos, fitinhas para Iemenjá, pulamos as tais 7 ondas, e quantas mais crendices cada um possa ter, tudo regado com muita, muita birita. Aí acordamos no dia 1o. com uma bruta dor de cabeça, que aumenta ainda mais quando abrimos o jornal.

Lendo as notícias a gente se pergunta onde foi que se escondeu a nossa esperança de ano novo? Estou exagerando? Nem tanto. Vamos recordar juntos algumas manchetes das últimas duas semanas:

  • Enchentes no RS, SP e RJ. Monte de gente morrendo, perdendo suas casas, suas lavouras, enfim todas as esperanças do ano novo.
  • Gov. Cabral diz que vai retirar na marra as ocupações de risco e no dia seguinte o jornal publica que ele autorizou a ocupação sem licença ambiental da pousada destrída na Ilha Grande.
  • Aeronáutica publica um relatório de 30.000 (?) páginas sobre a avaliação dos jatos de combate que serão comprados pelo Brasil. O modelo escolhido pelos especialistas, com preço 50% menor que os demais, será colocado de lado pelo Presidente, que vai comprar pelo dobro do preço, a pior das três ofertas, em nome de uma suposta aliança estratégica com a França. Leva jeito de uma parceria CUPIN… Pra quem não conhece a expressão, sorry, eu não vou explicar.
  • O Corinthians já decidiu que vai jogar com o Real Madrid, como celebração da conquista da Libertadores (?).
  • O Brasil tem, depois de muitos anos, um deficit em sua balança comercial, mas apesar disso a Bovespa bate recordes sobre recordes.
  • O Kassab aumenta o IPTU em 45%, aumenta passagens de ônibus acima da inflação, aumenta a taxa de controle de poluição, enquanto a cidade se para com congestionamentos e mega enchentes, que escondem as crateras que proliferam pelas ruas da cidade.
  • O Arruda se demite da maçonaria pela segunda vez (a primeira foi quando do escandalo da manipulação do painel do Senado).
  • O Lula na praia carrega na cabeça o isopor, cheio de latinhas de cervejas vazias, enquanto o Brasil se afoga.

Tá bom ou quer mais. Aí a gente pensa: que raio de ano novo é esse? Tá tudo requentado. Isso tudo eu já li. Aconteceu igualzinho na primeira semana de 2009, de 2008, de 2007, etc! Então, o que seria um ano realemente novo para os brasileiros? O gigante em berço esplêndido somos todos nós. Quem dorme há séculos, indiferente às mil e uma cagadas, decisões procrastinadas, mentiras estapafurdias em que fingimos acreditar, corrupções escandalosas que olimpicamente aceitamos, somos todos nós cidadãos (?) brasileiros.

O ano será realmente novo quando decidirmos botar pra quebrar, partir pra briga, virar a mesa e deixarmos de fazer o papel passivo de bonecos de vetríloquo. Claro que o grande ventríloquo nacional é o nosso queridíssimo, respeitadíssimo e amantíssimo presidente Lula. E viva o Brasil, velho de guerra!

O governador Arruda não exxtava dentro!

Não se assustem. O verbo ESTAR não mudou com a nova ortografia. O “não exxtava” é uma tentativa canhestra de sonorizar o inimitável sotaque carioca. A historinha abaixo era contada por um amigo carioca (Decião, que Deus o tenha, onde quer que você esteja) em festinhas de aniversário e casamento, quando a mulher estava longe e ele já havia entornado vários whiskies. Ele jurava que a história era verídica, mas isso eu não garanto.

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Tô de saco cheio!

carga_tributariaTodo processo de mudança requer um estopim, um fato disparador, a partir do qual o que era um foguinho vira um incêndio e depois disso ninguém segura. O Brasil de 2009 é referência para o mundo, em se tratando de democracia e economia, mas tem mazelas que colocam nosso futuro “em berço esplêndido”, a menos que um processo de mudança seja disparado já.

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