Liderança (*)

lider_inspirador-nggid03527-ngg0dyn-340x240-00f0w010c010r110f110r010t010Todo mundo é líder de alguma forma, com os filhos, com os amigos, com a família, na empresa.  Ser líder é influenciar as pessoas a se movimentarem do ponto A para o ponto B. Liderar não é comandar, é inspirar. Quando inspiramos estamos compartilhando algo que possuímos, uma visão, uma informação importante. Quando ordenamos, quem recebe a ordem provavelmente obedeça, mas será algo que irá contra sua natureza, caso não esteja convencido.  Comandar só faz sentido em situações de emergência. A questão é separar emergências reais de situações onde nós estamos ansiosos para mudar algo à nossa volta!
Para liderar é preciso passar confiança. As pessoas se dispõem a confiar em alguém na medida em que quem tenta inspirar se expõe, aceitando se colocar numa situação de fragilidade. A liderança tem que ser forte, sem ser autoritária. O líder precisa explicar o sentido daquilo que solicita, ou sugere.
Liderança depende muito da pessoa, mas o caminho é sempre tocar a consciência da outra parte. Quando estudamos a vida de todos os grandes líderes espirituais descobrimos que nenhum deles queria líder. Todos eles queriam apenas faziam aquilo que achavam que lhes cabia para auxiliar as pessoas à sua volta. Eles sabiam que eram capazes de fazer grandes coisas para as pessoas, mas tinham muito medo de se transformarem num canal de ego.
O ego é uma doença que só é percebida tarde demais. Por isso, os líderes precisam ter muito cuidado para terem certeza que sempre inspiram visando o bem das pessoas, e não alimentar sua própria vaidade. O líder deve fugir da saciedade de seus desejos, pois quando um desejo é saciado a pessoa para, e ao parar deixa de se comportar como um líder. O líder precisa aceitar o desconforto, pois isso os move à frente e ajuda a transformar o mundo.
Como saber que não é o ego que está nos movendo? Quem tem muito ego não escuta os outros, esse é um bom parametro. Eu sei que estou escutando os outros quando eles me entendem. Falar as palvras certas, ganhar uma discussão, não é convencer, nem liderar. Se comunica bem quem se importa com os outros. Quando temos carinho verdadeiro com as pessoas e elas se sentem escutadas, aí também escutam.
Nós na verdade não ensinamos ninguém, as pessoas aprendem quando elas querem. Por isso, quem ensina deve inspirar o desejo de aprender. Quando falamos no ritmo da outra pessoa estamos saindo de nossa zona de conforto e isso demonstra carinho e preocupação com o semelhante, o que automaticamente gera empatia e nos coloca na mesma faixa de sintonia.
Parte importante da liderança é sua capacidade de se adequar às situações. Para auxiliarmos alguém precisamos atentar para quatro conceitos:
  • Quais são os obstáculos da pessoa (que refletem seu ego)? Qdo nos importamos com alguém precisamos entender seu ego, sem julga-lo, para poder ajudar a pessoa. Lembre-se que todos nós temos ego.
  • Qual é a luz da pessoa? Quais são seus talentos, suas habilidades? Enxergando a luz da pessoa, muitas vezes chegamos a seu ego oculto (que alguns escondem bem). Devemos partir do princípio que todas as pessoas estão sempre querendo agregar algo para o mundo à sua volta, prestar algum serviço; a questão é descobrir o que está bloqueando. Para achar a luz dos outros devemos começar por identificar nosso ego.
  • Dose. O erro na dose torna remédio um veneno. Devemos falar nem demais, nem de menos. Não devemos ter medo da intrusão, pois quando estamos realmente escutando uma pessoa nunca somos intrusivos. Qual a dose correta? Pequenas doses devem deixar sempre o gostinho de querer mais (efeito Bis). Não devemos dar um dumping de informações sobre a pessoa, numa atitude de nos livrar do problema. Para definir a dose, o melhor caminho é fazer perguntas, pois aí viramos o advogado do diabo para a pessoa, deixando para ela a responsabilidade dela buscar a resposta.
  • Timing. Precisamos respeitar não apenas o tempo, mas o processo de funcionamento e absorção de informações das pessoas. Devemos sentir quando as pessoas estão prontas para ouvir o que precisamos falar. É preciso ter paciência, pois as pessoas não mudam da noite para o dia. No processo de evolução espiritual não dá para pular as fases. Portanto, precisamos ter com o outro a mesma paciência que devo temos com nós mesmos. O universo tem um timing e quando entendemos isso aprendemos a respeitar o timing dos outros.
O líder por definição é responsável até, e principalmente, pelo que não fez. Depois que aceitamos uma responsabilidade não nos cabe mais dizer que não queremos mais. Ou vamos, ou não vamos e quando vamos não tem mais ou menos, não tem recuo. Ninguém respeita os fracos. A força dos líderes vem de sua capacidade de operar no timing e na dose certa, demonstrando absoluta certeza de sua própria Luz. As pessoas sentirão isso em você.
Um bom teste de liderança é quando você opera mudanças sem estar presente, apenas pela sua imagem e pelo seu exemplo. Num grande evento percebemos a influência do líder ausente, que pode ser Cristo ou Buda. Liderança é questão de desejo e perseverança.
Uma história verdadeira. Alguém perdeu sua visão aos 5 anos. Aos 40 anos ele conseguiu ser operado e voltou a enxergar. Ele abriu os olhos e enxergou, mas não viu nada, pois o cérebro tinha desaprendido a diferenciar as coisas. Assim, o líder que enxerga tem que aprender a distinguir as facetas das pessoas que lidera.
(*) baseado numa aula do Daniel Kwintner
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