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Um monte de cocô e um cotonete… [2/3]

No meu post anterior eu expliquei o dilema do cotonete. Sabemos que não existem soluções fáceis para problemas complexos e, em se tratando de Brasil, põe complexo nisso. Uma das manchetes do Estadão de hoje fala da “desindustrialização” do país, em função do custo Brasil. É algo dramático descobrir que é mais caro produzir carros no Brasil do que na Alemanha, um dos países com custos de mão de obra mais altos do mundo.

Eu acho, melhor, eu tenho certeza que as mazelas do pais têm solução. A questão toda é o timing. Se desejamos que nossos filhos, ou nossos netos, assistam a um país realmente moderno e respeitado pelo resto do mundo, algo precisa ser feito já. Estado e cidadãos precisam assumir suas (difíceis) responsabilidades. Hoje falarei das responsabilidades do Estado brasileiro.
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Um monte de cocô e um cotonete… [1/3]

Uma montanha de cocô e somente de um cotonete?! O que fazer a respeito? Essa será mais ou menos a situação a ser herdada pelo próximo presidente da república.  Os $ 151,9 bilhões orçados para o investimento público em 2010 equivalem apenas a 4,6% do PIB projetado de R$ 3,32 trilhões. Vale lembrar que uma bela parte disso irá para o Bolsa Família, que em 2009 girou aí pelos R$ 30 bilhões. E isso num ano eleitoral. Imaginem a situação em 2011, onde, além do orçamento naturalmente apertado, haverá uma bruta conta para pagar e uma situação fiscal para lá de desajustada!

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Cidadania & Sustentabilidade

Eis uma foto do Brasil do século XXI: jovem, pujante economicamente, líder dentre os países emergentes, idealista e até um pouco ingênuo (vide as trapalhadas do Lula com o Ahmadinejad, Zelaya e Chávez). Trata-se de uma visão positiva, que abre as portas da comunidade mundial e que coloca o país nas manchetes (capa da The Economist de duas semanas atrás).

Porém, por trás dessa visão otimista encontramos um gigante ainda dormindo em berço esplêndido e quem acha que já superamos a fase do “vôo da galinha” pode ter uma triste decepção logo ali adiante. Hoje convivem por aqui duas gerações: a geração do pós guerra, que construiu o Brasil atual e a geração “Y”, da garotada saindo das universidades, cheia de idealismo, de expectativas e demandas. Ambas as gerações amam o Brasil, mas têm suas restrições, embora por diferentes razões.

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