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“O que vamos deixar para nossos antecedentes?”

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Pelo título acima (pérolas do Enem), você já deve ter percebido que o tema de hoje é besteirol.

Eu adoro besteirol. Fuçando na web eu descobri que já nasceu um novo Stanislaw Ponte Preta, ou, como diriamos hoje, a personagem do Sérgio Porto reloaded. Seu nome é Guto Cassiano. O Guto é um autêntico achado. Ele se auto-define como “um brasileiro que antes pensava na probabilidade de se tornar uma vítima da violência…mas hoje tem a certeza que isso é uma grande possibilidade”. O blog do Guto é o máximo em besteirol 2.0, tendo como fonte de inspiração suprema o Brasil e seu maior guru (deduzam vocês mesmos quem é o personagem).

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Besteirol 2.0

Gente, eu adoro o gênero besteirol, seja no teatro, no cinema, ou na TV. Todo mundo acha que o besteirol nasceu com o “Pânico na TV”, ou com o “Casseta & Planeta”, mas o gênero é muito mais antigo. Recordar é viver:

  • Ronald Golias, fazendo o Bronco da “Família Trapo” era besteirol puro.
  • O Faustão original (não o chato de hoje) dos “Perdidos na Noite” (mais tarde copiado e melhorado pela turma do Pânico) era maravilhoso.
  • Batman & Robin, primeira série na TV, na cena do Batman tomando leite com o Robin no balcão de um bar enfumaçado e coalhado e bandidos, é uma cena clássica de besteirol.
  • O Monty Python re-inventou o mundo através do besteirol.
  • O Peter Sellers, espetacular na série “Pantera Cor de Rosa”, ou no “Um Convidado Bem Trapalhão” (que assisti mais de dez vezes, rachando de rir a cada vez que vejo). Vocês se lembram da cena do indiano entupindo o banheiro da mansão?
  • Mais recentemente, o Steve Martin produziu o sensacional “Os Picaretas”. A cena do Eddy Murphy atravessando uma highway de Los Angeles para uma cena do filme (que estavam rodando), quase sendo atropelado enquanto acredita que todos os motoristas são extras contratados, é simplesmente hilária.

O Brasil se supera na categoria besteirol com a chegada do “Panico na TV” e do “Casseta & Planeta” (eu fico deprimido nas férias dos Cassetas). E pra fechar com chave de ouro, surge o CQC (lamentavelmente de origem argentina). Marcelo Tas, Rafinha Bastos, Marco Luque, Danilo Gentile e sua trupe me mantêm acordado até tarde todas as noites de sugunda-feira. Também acompanho essa gaangue genial pelo Twitter.

Eu achava que o CQC tinha re-inventado o besteirol, até que o Sacha Baron Cohen nos presenteou com o “Borat”(veja a cena do judeu). O “Borat” foi o primeiro “Besteirol 2.0”, conseguindo usar cinicamente o american way of life para tirar uma da cara de seus compatriotas. Esse é meu filme de cabeceira, que julgava impossível de ser superado no mundo do besteirol, até que quando menos esperamos lá vem o Sacha de novo.

“Bruno”, que chega no Brasil em agosto, vendeu 30 milhões de ingressos nos primeiros três dias de lançamento nos EUA. Nele, Sacha faz um modelo austríaco gay que busca a fama nos Estados Unidos. O filme foi o mais visto no mercado internacional no último fim de semana, arrecadando 98 milhões de dólares em +100 países. Até o momento a arrecadação fora dos Estados Unidos chega à impressionantes 327 milhões de dólares! Para fazer uma comparação, “Borat” vendeu ao todo 128,5 milhões na América do Norte e outros 133 milhões no resto do mundo. Ou seja, parece que o “Bruno” vem aí para ser um tremendo blockbuster.

Pra quem como eu é fã de besteirol, aí vai uma “palinha” do “Bruno”. Como “Borat”, “Bruno” também é polêmico. O personagem homossexual de Sacha Baron Cohen percorre os EUA pegando as pessoas que contracenam com ele de surpresa e causando arrepios no público mais recatado. A maior parte da crítica gostou do filme, mas, como era de se esperar, os grupos de defesa dos direitos dos gays reagiram emocional e, às vezes, negativamente.

Quem quiser ver o trailer, é só clicar no vídeo abaixo. Nos vemos na pré-estréia.