Arquivo da categoria: Lazer/Humor

Gente, a vida é boa. Qualquer coisa que a gente curta e que nos divirta é lazer. E quanto a gente faz algo que nos diverte é importante compartilhar.

Afinal, qual dos alemães é realmente “o cara”???

O Sebastian Vettel ganhou o Grand Prix de Cingapura no último fim de semana, de ponta a ponta e de forma humilhante, abrindo 124 pontos do Jenson Button, o único que, teoricamente, ainda pode alcança-lo. Na prática, o alemão já é campeão, pois falta apenas um ponto para carimbar a faixa e ainda faltam cinco provas. É praticamente certo que já em Suzuka o Vettel abra uma champagne especial para celebrar o bi-campeonato da Fórmula 1, aos 24 anos.

Schumi foi bi campeão aos 21 anos e em sua melhor temporada conquistou 13 primeiros lugares, contra os 9 de Vettel em 2011. O Vettel, se ganhar os 5 GP’s que ainda faltam no ano, pode fazer 14 primeiros lugares e bater o Schumi, mas isso é improvável. Será que o Vettel ainda vai conquistar 7 vitórias consecutivas no mesmo ano, 91 vitórias na carreira, 68 pole positions e conquistar 7 títulos mundiais, como o alemão mais velho conseguiu? Só tempo dirá. Continuar lendo Afinal, qual dos alemães é realmente “o cara”???

Férias na “Suckerland” (6 – the end) – São Francisco e Napa Valley

Nós optamos por entrar na chamada Bay Area por Napa, terminando a viagem em São Francisco, de onde embarcariamos de volta para o Brasil. Napa é um programão para quem curte vinhos, como eu, mas não recomendo para os abstêmios.

Como o próprio nome sugere, trata-se de um vale, cortado por duas estradas, a 29 e a Silverado Trailway. Essas duas rodovias ligam Napa, no extremo mais próximo de São Francisco, a Calistoga no extremo mais distante. Na seqüência, a partir de Napa, uma série de vilarejos: Yountville, Oakville, Rutherford e Santa Helena. O vilarejo mais cool, e que eu recomendo para hospedagem, é Yountville, onde fica o melhor comércio da região, os melhores restaurantes e a melhor loja de vinhos (a Wine Cellar). Nós ficamos no Carneros Inn, um bom hotel em Napa, porém distante de tudo. Em Yountville tem um hotelzinho charmosérrismo chamado Vintage Inn, onde amigos meus ficaram e adoraram.

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Férias na “Suckerland” (5) – A Golden Cost da California – Big Sur e Carmel

O trecho de costa entre Santa Barbara e Monterrey é o que oferece o cenário mais espetacular da California. O chamado Big Sur tem cerca de 150 kms de falésias e cenários de tirar o fôlego, dentro de um parque nacional onde os animais e a natureza são protegidos dos turistas. Com paciência e sorte você vai ver leões marinhos (pare em Point Lobos, pouco antes de Carmel) e focas em seu habitat natural.

No início desse trecho, pouco depois de Santa Barbara, fica o Hearst Castle, um delírio do magnata da mídia, William Randolph Hearst. Entre 1919 e 1947 a arquiteta Julie Morgan construiu no alto de uma montanha um ninho de águia para o milionário. Hearst não aproveitou quase nada de seu sonho, já que morreu em 1951. Em 1957 a Hearst Corporation doou o castelo para o estado da California, que o abriu a visitações do público, protegido como um national landmark. Você pode visitar o Hearst Castle, através de tours pagos de cerca de duas horas. Planeje bem o tempo, pois a viagem pela Interstate 1 é lenta.

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Férias na “suckerland” (4) – Golden Coast California – Santa Barbara

Tudo de bom que oferece a costa da California fica entre Los Angeles e Monterrey, que inclui o Wine Country de Santa Ynez (região de Santa Barbara), o Big Sur e a maravilhosa Carmel. A costa entre Monterrey e Sao Francisco nao tem nada para ver. Esse trecho cruza o Vale do Silicio, movimentadíssimo, e aí é melhor sair da highway 1, lenta, e utilizar a express way 101.

Santa Barbara é conhecida como a Riviera americana, com suas montanhas baixas, próximas da costa, com mansões espetaculares debruçadas sobre o Pacifico. Em Santa Barbara, se seu orçamento estiver folgado, existem dois hoteis espetaculares: o Four Seasons Biltmore e o San Ysidro Ranch. Ambos ficam em Montecito (que apelidamos de Montecito de Mierda, por tratar-se de um vilarejo com uma só rua) e têm estilo colonial espanhol. O San Ysidro Ranch é uma fazenda, com uma topografia e jardins maravilhosos. Ele é mais rustico no estilo do que o Four Seasons. Outras alternativas interessantes sao os country inns acolhedores de Solvang, ou Los Olivos, no coração do Vale de Santa Ynez.

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Férias na”suckerland” (3) – Los Angeles

Los Angeles é uma cidade imensa, mas se você programar ficar duas noites vai dar e sobrar. Apesar de grande e famosa, não há muito a fazer em LA. Se puder gastar um pouco mais, escolha um hotel em Beverly Hills. Nós tivemos a sorte de pegar uma promoção e ficamos no Beverly Hills Wilshire (é 10), o hotel do filme “Uma Linda Mulher”, pertinho da Rodeo Drive, que é a região mais cool da cidade.

Em LA, além de Beverly Hills e Hollywood, eu só recomendo dois pontos de interesse: Santa Monica e o Universal Studios. Hollywood Bowl só vale a pena se você conseguir ver um show por lá e downtown LA é lastimável. Reserve um dia para Santa Monica e o Universal Studios.

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Férias na “suckerland” (2) – Las Vegas

Las Vegas é uma cidade para se curtir com calma. Planeje ficar 4 noites, para ver 4 shows, acordando tarde, pegando piscina durante o dia, com jantar cedo, show depois do jantar e emendando com cassino em seguida.

Para quem nunca esteve em Vegas, o Strip é o nome popular de uma secção de 7 kms da Las Vegas Boulevard, que reúne tudo que interessa na cidade: hoteis, cassinos, restaurantes, shows e shopping centers. Os melhores cassinos, para quem gosta, são os dos hoteis Caesar (mais antigo, maior) e o do Encore (mais descolado, onde uma enorme quantidade de piranhas lindas vão desafiar a tolerancia de nossas mulheres). Na verdade, exceto o hotel Mandarim, todos os demais têm seus próprios cassinos.

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Férias na “suckerland” (1)

Eu trabalhei toda minha vida para empresas americanas. Por conta disso, viajei incontaveis vezes para os EUA, tendo aproveitado para emendar muitas férias por lá. Os gringos sao ótimos e sua disciplina, com regras para tudo, é o segredo da produtividade do país. Por outro lado, essa disciplina extrema, que beira a bitola, um dia isso nos enche de vez. Foi o que aconteceu comigo, quando me demiti da empresa em que trabalhava e me comprometi a nunca mais tirar férias nos EUA. Mas, como nao devemos nunca dizer nunca para nada, eis que agora decidimos fazer um roundtrip pela California, antecipado por alguns dias em Las Vegas.

Para se viajar para a California, existem algumas rotas possiveis, desde que a Varig deixou de voar internacional. Pode-se ir via Dallas, com destino a Los Angeles. Direto, non stop (nao sei se para LA, ou São Francisco), pela Korean Airlines. Ou ainda, direto para São Francisco, com escala em Lima, pela LAN Chile. A pior alternativa é por Dallas, pela American. Entre Korean e LAN, decida pela tarifa mais baixa. Nós fomos de LAN e adoramos o serviço de bordo (a comida a bordo parece de restaurante), embora a logística em terra deixe a desejar, com conexões e transito.

Nossa viagem comecou por vias tortas. Saímos de São Paulo debaixo de temporal, o que nos atrasou muito. Perdemos uma conexão, um dia em Las Vegas e lá se foi nosso show da Celine Dion, algo que queriamos muito ver. Felizmente, depois desse incidente tudo correu maravilhosamente bem.

Foram 17 dias de viagem. Depois de Las Vegas voamos para Los Angeles, onde alugamos um carro para subir pela praia, via Interstate 1, até São Francisco. No caminho, dois dias em Santa Barbara, refazendo a rota pelo Wine Country nas montanhas, seguindo as pegadas do filme Sideways (cult para quem gosta de vinhos). De Santa Barbara, sempre pela costa, passamos pelo Big Sur, um parque à beira mar com fauna e flora incríveis, onde se pode ver leões marinhos e focas, numa paisagem de tirar o fôlego. Em seguida, paramos em Carmel, uma Campos de Jordão na praia. Daí seguimos para Napa Valley, onde se produzem os melhores vinhos da California e talvez do mundo. E o ponto final da viagem foi  para São Francisco, talvez a cidade mais cult e alternativa dos EUA.

Nas próximas blogadas vou contar um pouco so cada trecho da viagem, dando dicas de hospedagem, passeios, restaurantes e compras. Stay tuned!

Hype

Muito já se falou sobre o futuro da mídia, mas na minha modesta opinião ainda não se falou tudo. Dois palpites são unanimidade:

  1. A mídia impressa vai sucumbir à onda da convergencia, com tablets, smartphones, notebooks e TV’s interativas substituindo o papel. Esse palpite me parece uma barbada.
  2. Os jornalistas serão substituidos pelo público, que será, ao mesmo tempo, leitor e gerador de conteúdo. É o fenômeno da mídia social. Esta me parece uma meia verdade. Eu acho que o papel dos jornalistas vai mudar e estes serão compelidos a interagir e colaborar com o público. Mas, de forma alguma os jornalistas profissionais desaparecerão.

E por que os jornalistas terão que “engolir o sapo” dos leitores-repórteres? Por uma razão muito simples: a unipresença do público. Não há Rupert Murdoch, com toda sua grana, que consiga competir com bilhões de “repórteres” munidos com um celular 3G com camera. No surgimento de um novo fato haverá uma testemunha ocular que, em questão de minutos, postará um video no YouTube, tuitando sua existência para o mundo.

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Diários de um comilão

Eu sou um comilão. Aliás, eu não sou apenas um comilão, mas sou também um bebilão. Acordo todo dias às 5:30 para me exercitar, passo fome de segunda a sexta, apenas para poder enfiar o pé (na verdade os dois pés) na jaca no fim de semana.

Qual a diferença entre um gourmet e um comilão? O gourmet é um esteta: harmonia, combinação de paladares e aromas, um visual caprichado o deliciam. Gourmets e apreciadores de arte são animais da mesma espécie. Já os comilões, pobres de nós, gostamos de sabores intensos e pratos cheios. Nada daquela frescurinha da folhinha de alface delicadamente colocada sobre a pequena posta de linguado ao vapor. Nós queremos pizza de calabresa, fusili ao basilico, um belo hamburger crocante, uma paleta de cordeiro no alecrim, uma paella suculenta, um belo steak sangrento, tudo muito bem temperado, aromático e farto. Não somos estetas, somos gulosos.

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O Brasileirinho

Vocês provavelmente não conheceram o Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto), um dos cronistas mais divertidos e observadores do quotidiano dos brasileiros. É dele a antológica frase: “Lavar a honra com sangue suja a roupa”. Se você gostou, tem muito mais no lugar de onde esta veio.

Uma de suas crônicas, que eu mais gosto, narra um episódio supostamente ocorrido em um bar carioca. Vou tentar me lembrar, mais ou menos, do texto:

“Aconteceu num café de marinheiros, no cais do porto do Rio. Tinha uma porção de sujeitos, sentados, tomando umas e outras. Havia brasileiros, portugueses, franceses, argelinos, alemães, noruegueses. De repente, um alemão muito forte se  levanta e grita:

– Não tô vendo nenhum homem por aqui.

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