Kabbalah Bits (8)

stock-photo-love-is-sharing-childhood-sweethearts-with-a-lollipop-and-vintage-clothes-85986082“O PODER DA KABBALAH”

AULA 6 – SOBRE COMPARTILHAMENTO

Compartilhar é razão de ser de nossas vidas. A Kabbalah diz que o ato de compartilhar é a chave que abre nosso coração para a Luz. Mas, será que devemos compartilhar sempre, com qualquer um, a qualquer tempo e em quaisquer circunstâncias?

Compartilhar é sinônimo de ajudar. Mas, nem sempre a ajuda é devida, pois depende de merecimento. Se alguém tem uma necessidade e faz por merecer, a ajuda virá. Isso torna as pessoas independentes, pois cada um depende apenas de sí mesmo. E quem ajuda é apenas um instrumento de Deus para fazer sua justiça.

Porém, como todos nós temos livre arbítrio, às vezes interferimos na vida das pessoas fora de hora, tentando ajudar quando não é devido. Existem ocasiões onde devemos dizer não.

Quem nunca compartilha é um egoísta, mas quem compartilha indiscriminadamente é tolo e ingênuo, pois tudo que recebemos do infinito é limitado e tem que ser usado com inteligência. Quanto vale nosso corpo, nossa energia, nossa saúde, nosso conhecimento? Tudo isso não tem preço, até porque não somos donos de nada e sim administradores daquilo que recebemos do infinito como um empréstimo. Tudo nos é entregue tem como contrapartida o pressuposto que usaremos proveitosamente. Temos portanto que tomar muito cuidado come relação a onde colocar nossa energia.

Se alguém nos empresta dinheiro não supõe que vamos desperdiça-lo, mas espera que a boa aplicação que façamos lhe permita receber tudo de volta com juros. Com a Luz Infinita as coisas não são diferentes. Por isso, precisamos pensar muito antes de alocar nosso conhecimento, nossa energia, nossa saúde. O bom ato de compartilhar deve transformar nosso estado de consciência.

O ato de compartilhar deve ser sempre interessado. Isso significa ter consciência da responsabilidade daquilo que administramos. Como nos negócios, devemos sempre compartilhar com o objetivo de multiplicar aquilo que recebemos. Por exemplo, quando compartilhamos o nosso conhecimento é que realmente entendemos melhor o seu significado.

Quem compartilha não deve ter mêdo, nem pensar no risco de perder tudo, por menos que tenha. Deve pensar apenas na utilidade daquilo que está compartilhando. Considere que a fonte de tudo que você recebe é infinita e que quando compartilha arrojadamente o pouco que tem, tudo será reposto, desde que a aplicação tenha sido útil. Em outras palavras, é dando que se recebe.

Compartilhar apressadamente pode matar. Você já deve ter ouvido a história do homem que penalizado com o esforço da lagarta para quebrar seu casulo, a ajuda quebrando a casca. Esse ato piedoso tornará a lagarta incapaz de liberar, por falta de forças, a borboleta que estava em formação. Não apenas a borboleta não surge, como a lagarta morre.

Num certo momento eu não devo dar nada, e em outro devo dar tudo. Isso sim é transformar por meio da oportunidade de compartilhamento. Às vezes a não intervenção é a forma mais inteligente de compartilhar, porque nesse momento estamos compartilhando a liberdade, o poder de decisão para nosso semelhante, que tem que crescer por mérito próprio. Esse é um dos níveis mais elevados e mais difíceis de compartilhamento: saber quando não fazer nada.

Deus nos ajuda a compartilhar corretamente enviando o remédio antes da doença. Na vida temos sempre a oportunidade de ser pró-ativos. Você está com fome e sem tempo para almoçar. Compra um sanduiche na padaria para comer no carro, a caminho de uma reunião. No primeiro farol vermelho se depara com uma criança faminta e tristonha, Apesar do aperto no estomago, você abaixa o vidro e entrega o sanduiche. Esse foi um bom compartilhamento. Se, ao invés disso, você tivesse guardado o sanduiche e entregue alguns trocados teria errado, com sua consciência aplacada, mas impedindo o garoto de lutar por seu próprio crescimento.

Portanto, a forma correta de compartilhar deve ser transformadora, elevando meu nível de consciência, ao mesmo tempo em que transforma as pessoas ao redor. Trata-se de uma equação difícil, sem respostas padronizadas. Aprenderemos por tentativa e erro. Os americanos costumam dizer que quando negociamos com alguém ambas as parte devem “deixar pele no jogo”. Com o compartilhar de nossa Luz a coisa não é diferente. Deve haver esforço de parte a parte e aí o ganho será comum.

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