Eu robô

Eu sempre fui ligado em science fiction. Na infância me iniciei com os livrinhos (por alguma razão eram livros pequenos) do Júlio Verne e mais tarde, na juventude, devorei em série os livros do Isaac Asimov, Ray Bradbury, Arthur C. Clark e H. G. Wells. Toda essa leitura me trazia à mente a ideia de que um dia nós seriamos seres humanos seriamos plasmados com as máquinas, nos abrindo a possibilidade da indestrutibilidade, quiçá da eternidade. Assistir à série “Cyborg – O homem de 6 milhões de dólares” só me fez acreditar ainda mais ingenuamente nisso. Pra quem nunca ouviu falar do Cyborg, vale conferir.

Enquanto assistia às eliminatórias dos 400m nas Olimpíadas de Londres, onde o sul-africano Oscar Pistorius, o “Blade Runner”, apesar de bi-amputado das duas pernas competiu de igual para igual com seus pares, me voltava à mente o Cyborg de minha juventude. Quem não viu o Pistorius em ação assista agora. É emocionante!

Mais recentemente descobri o Ray Kurzweil, um dos inventores mais destacados da atualidade. Ele desenvolveu equipamentos com tecnologias como síntese de texto-para-fala, reconhecimento de fala, reconhecimento de caráter ótico e tecnologia de teclados eletrônicos. Se destacou ainda por invenções em prol dos cegos, com máquinas que lêem livros, e ao desenvolver os teclados musicais usados por músicos como Stevie Wonder.

Entre muitos reconhecimentos, Ray recebeu o prêmio MIT-Lemelson no valor de US$ 500 mil, considerado o Nobel da inovação. O Presidente Clinton o reconheceu em 1999 com a Medalha Nacional de Tecnologia, a maior honraria americana na área de tecnologia. Em 2002, Kurzweil foi incluído no National Inventor’s Hall of Fame, estabelecido pelo US Patent Office. Ele recebeu 19 títulos de doutorado honorário de 3 presidentes americanos. De quebra, Kurzweil gosta de escrever. Seu blog é lido por mais de 1 milhão de leitores. Ele escreveu 6 livros, todos best sellers, dos quais o mais famoso é “A Era das Máquinas Espirituais”, no qual ele prevê que em algum ponto do cérebro XXI a sensibilidade humana se somará a uma capacidade cerebral sem limites, pela simbiose com as máquinas (inteligência artificial).

Em seu livro mais recente, “The Age of Singularity”, ele expõe a teoria da singularidade, que se baseia no fato da tecnologia da informação (TI) se desenvolver em velocidade exponencial. Ray nos lembra que o poder dos computadores dobra a cada ano. Isso significa que, seguindo uma curva exponencial em aceleração, a nossa tecnologia vai ter evoluído 1 milhão de vezes em 20 anos e 1 bilhão de vezes nós próximos 25-30 anos.

A singularidade é caracterizada por um evento, estimado por Kurzweil para 2045, que marcará a era do homem transcendental, quando ultrapassaremos as limitações da biologia. A partir desse evento, surgirá a chamada “civilização homem–máquina”, quando nossa inteligência se tornará não biológica e trilhões de vezes mais poderosa do que a atual. Isso implicará na reversão do envelhecimento, no controle da poluição, na eliminação da fome.

Nessa época incrível, nossos corpos sobrepujarão as limitações da natureza biológica pelo uso da nanotecnologia e pelo “turbinamento” dos cérebros humanos, potencializados pela integração com os computadores. Eu ainda não li o livro, que está na cabeceira da pista (da minha cama) pronto para decolar, mas o vídeo abaixo ilustra um pouco a loucura, saudável e totalmente possível, proposta pelo Ray. O vídeo abaixo mostra um pouco mais das ideias desse “Prof. Pardal do Século XXI”. Vale conferir.

 

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