Férias na “Suckerland” (6 – the end) – São Francisco e Napa Valley

Nós optamos por entrar na chamada Bay Area por Napa, terminando a viagem em São Francisco, de onde embarcariamos de volta para o Brasil. Napa é um programão para quem curte vinhos, como eu, mas não recomendo para os abstêmios.

Como o próprio nome sugere, trata-se de um vale, cortado por duas estradas, a 29 e a Silverado Trailway. Essas duas rodovias ligam Napa, no extremo mais próximo de São Francisco, a Calistoga no extremo mais distante. Na seqüência, a partir de Napa, uma série de vilarejos: Yountville, Oakville, Rutherford e Santa Helena. O vilarejo mais cool, e que eu recomendo para hospedagem, é Yountville, onde fica o melhor comércio da região, os melhores restaurantes e a melhor loja de vinhos (a Wine Cellar). Nós ficamos no Carneros Inn, um bom hotel em Napa, porém distante de tudo. Em Yountville tem um hotelzinho charmosérrismo chamado Vintage Inn, onde amigos meus ficaram e adoraram.

O preço dos vinhos é mais ou menos o mesmo em toda a região (caros… Os vinhos californianos se comparam aos bons franceses em preço). Comprar na Wine Cellar , ou nas vinícolas, é uma questão de achar o vinho e o ano que procuramos. A maioria das vinícolas fica entre Santa Helena e Yountville: Beaulieau Vineyard (BV), Camus, Joseph Phelps, Mondavi, Opus One, Silver Oak são algumas das mais famosas. A maior e mais estruturada é a Mondavi e a mais linda (num valezinho cercado de florestas, que parece a Suíça) a J. Phelps. Sugiro que você visite a J. Phelps, Mondavi e Silver Oak. Com calma, você pode garimpar muitos vinhos top de safras anteriores a 2000 e mesmo 1990, coisa impossível de se achar no Brasil. Dentre os tops sugiro um J. Phelps Insígnia 2007 (para guardar) e um BV Private Reserve (1998 ou 2000). Use o mapa das vinícolas para planejar o seu dia.

Não deixe de jantar no melhor restaurante de Napa Valley, o Tra Vigne, em Santa Helena. Peça a mozzarela de bufala da casa, enrolada em presunto cru, seguida de um rib eye (coração do contrafilé), ou os short ribs (costelinhas de vaca), que são espetaculares. Na carta de vinhos opte pelos italianos.

Um lindo passeio é sobrevoar o vale de balão ao nascer do sol. Estávamos com o passeio comprado, mas, para nosso azar, no dia choveu e ventou e ficamos na mão. Quem for a Napa vale tentar, pois e um passeio maravilhoso (e caro, custa uns 250 USD per capita). Compre antecipadamente os tickets da Balloon Tours Inc.

De Napa a São Francisco é um pulinho (uns 45 mins). Você entra “pelos fundos”, via ponte de Oakland, uma visão pobre da cidade. São Francisco é linda e rasa para passear. A vista da baia, com Alcatraz e a Golden Gate ao fundo, são de tirar o fôlego. Porém, em um dia dá para ver tudo que interessa. Comece pelo Fisherman’s Wharf, uma seqüência de piers com turistas para todo lado, onde o píer 39 é o mais badalado deles. Aproveite para comer frutos do mar no Alioto’s, ou no Scoma’s. Eu sugiro o Scoma’s, que tem sua própria frota de barcos de pesca, servindo tudo sempre frersquinho. Ainda no Fisherman’s Wharf, vale a pena visitar a Boudin Bakery, uma fábrica onde você aprende o processo de fabricação do sourdough bread, típico de São Francisco. No final do Fisherman’s Wharf fica a pracinha do Ghiradelli Square (um shoppinzinho charmoso), onde o programa é ver o famoso bondinho de SF ser virado, no braço, para fazer seu trajeto de volta morro acima.

Desça a Lombard Street com suas flores, visite os jardins do Palace of Fine Arts, suba na Coit Tower, vá de barco a Alcatraz (se tiver saco), depois siga desde do Wharf, pela beira-mar até a Golden Gate e atravesse para ver SF ao por do sol desde o vilarejo de Sausalito. That’s it… Isso e São Francisco.

O bairro chinês sucks e para compras tudo que interessa fica em torno da Union Square, no centrão. Em SF jantamos no lugar mais charmoso (e bom) da viagem, o Bix, na Gold Street, um bequinho que no Brasil você não teria coragem de botar os pés. É um lugar especial para uma noite a dois, com um belo bar, decoração intimista, pé direito duplo e jazz ao vivo (consulte os horários). Os pratos são todos ótimos, com uma belíssima carta de vinhos. Se você preferir uma cantina toscana, com pratos típicos e garçons barulhentos e divertidos, vá ao North Beach Restaurant, na Stockton Street (o nome não confere, mas é uma cantina mesmo). Peça a lasanha, ou o tagliatelli a bolonhesa, que são divinos. Os vinhos da carta são caros, exceto uns poucos italianos.

Dito isso e feito tudo isso, 17 dias após sairmos de Cumbica, retornamos ao Brasil, sequiosos por um feijão com arroz e bife, que aliás comi no dia em que cheguei. O roundtrip pela Califórnia vale a pena? De 0 a 10 eu daria uma nota 7. Se quiserem enriquecer a viagem, passem por Lake Tahoe e/ou por Yosemite, mas isso já é uma outra história.

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