Objetos Sociais

Pera aí! Não é nada disso que vocês estão pensando. Objetos sociais não são as dondocas do high society, nem as “mulheres fruta” (pera, melancia, etc). Os ditos Objetos Sociais são o resultado da conexão de objetos do mundo físico à Internet, através de várias tecnologias de tags inteligentes, tais como chips de RFID, códigos de barras, QR Codes, etc, lidos por aplicações de smartphones. Assim, é possivel “colar” um sumário a um livro, ou uma nota a uma garrafa de vinho. No Brasil, por exemplo, a Wine Tag Mobile propõe usar QR Codes para conectar o rótulo de uma garrafa de vinho às avaliações dos enólogos.

Apesar de ser uma tendência nova, tudo leva a crer que vai pegar rápido, dada à sua simplicidade e praticidade. Algumas start ups já fazem sucesso nos USA. A StickyBits é uma empresa que permite a qualquer um, pessoas físicas, ou jurídicas, produzirem, imprimirem e colarem códigos de barras com informações relevantes, em literalmente qualquer coisa. Alguns exemplos: anexar um vídeo a um cartão de aniversário, seu curriculum ao cartão de visitas, fotos num promocional de algo sendo vendido, a receita de um coquetel no código de barras de uma garrafa de bebidas, etc. No mesmo site onde é possível produzir e imprimir os bar codes, se obtém também a app, iPhone ou Android, para ler esses códigos de barras com seu celular.

Um outro exemplo bem legal é o da TalesOfThings, que usa tags com QR Codes para conectar um objeto, um prédio, uma obra de arte, qualquer coisa, à sua história. Esse objeto pode até estar sendo oferecido no eBay. De novo, o processo é parecido com o da StickyBits, onde os internautas baixam o software de leitura dos QR Codes (mesmo processo da Wine Tag) em seus smartphones para lerem as tags produzidas e impressas através do site.

O sucesso  dessas aplicações depende do êxito na criação de uma “rede de objetos sociais”. Esse sucesso se dará quando mais e mais pessoas e entidades produzirem e lerem os bar codes inteligentes produzidos pelos web sites dessas empresas.

Leandro Agro, CEO da WideTag, numa entrevista para a Wired da Itália, durante a Bienal de Arquitetura de Veneza, diz que “por volta do ano 2050, um objeto será associado com a Itália, não pelo seu valor estético, mas pelo seu nível de socialização. Então, todo objeto contará sua própria história, a história de seu passado, de que foi feito, onde foi produzido, como pode ser utilizado e até como poderá ser reciclado”.

Um outro possível cenário interessante desenhado por Agro é o da “raquete de tênis social”. Imaginemos uma raquete com um chip de RFID, que especifique os materiais de que a raquete é feita, onde foi produzida e qual sua durabilidade provável. Quando a raquete é comprada o chip começa a controlar seu uso. Esse controle servirá a vários objetivos, desde informar a hora de trocar o encordoamento, até encontrar (através dos chips de outras raquetes na mesma quadra) jogadores com o mesmo perfil, ou que procurem formar dupla para um torneio.

Dá pra imaginar? Não, não dá, pelo menos para mim, já que não existem limites para a tecnologia de tags inteligentes e seus possíveis usos nas redes sociais.

Anúncios

2 opiniões sobre “Objetos Sociais”

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s