Um monte de cocô e um cotonete… [3/3]

No meu post 2/3 elenquei três grandes prioridades para atacar, pois tentar resolver tudo de uma vez é impossível. Bacana. Mesmo que todos concordem com as prioridades que sugeri, o que fazer para expressar nossa vontade como cidadãos e pressionar políticos e autoridades para se moverem na direção desejada?

Não tem fórmula mágica. A sociedade evolui lentamente, segundo o grau de compreensão política de cada geração. Infelizmente, aspectos como o baixo nível cultural e uma democracia ainda na sua infância, não fazem da população brasileira, em geral, um instrumento de pressão. Sobram as “zelites”…

No Brasil confessar-se como parte de uma elite e/o se rotular como liberal é como dizer que sofre de tuberculose, todos vão se afastar. Ser elite não é ser milionário, nem empresário, nem gênio, nem dono da verdade. Ser elite (pelo menos no Brasil) é ser educado, ter um diploma universitário, ler jornais e ter opinião. São pouquíssimos os que se encaixam nesse perfil, por isso são elites.

Liberalismo econômico ainda é tabu no Brasil! E por que? Será que isso é tão ruím assim? Vejam a definição de liberalismo  pela Wikipedia: “O Liberalismo é uma doutrina baseada na defesa da liberdade individual, nos campos econômico, político, religioso e intelectual, contra as ingerências e atitudes coercitivas do poder estatal.” Hoje governos de esquerda e direita praticam o liberalismo econômico (inclusive o Lula), mesmo que tenham vergonha de confessá-lo.

As elites brasileiras, que entendem e aceitam o caminho do liberalismo, que acreditam na democracia com todas as suas qualidades e defeitos, são o único segmento da sociedade brasileira preparado para acelerar o processo de amadurecimento social do país.

As elites podem exercer suas vontades através de pequenos atos de cidadania. Reclamar um direito no Procon, escrever um post num blog, enviar uma carta a um jornal, disseminar uma informação relevante pela Internet, acompanhar seu deputado no Congresso, etc, são exemplos de pequenos atos que podemos utilizar para exercer nossa cidadania.

Não existem formas grandiosas de operar as mudanças urgentes. Elas dependem de pequenos atos de coragem, como não subornar e não aceitar suborno, não jogar bituca de cigarros na calçada, reciclar o lixo, enfim ter atitudes que influenciem nossos circunstantes, principalmente nossos filhos. É mais ou menos como espalhar um vírus benigno (lembram de um filminho chamado “Corrente do Bem”?).

Convido vocês que estão lendo este blog (o que os qualifica como elite) a iniciarem hoje um processo de mudança de atitude e a contarem suas pequenas vitórias em nossa comunidade “Tire a Bunda da Cadeira”.

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