Fiel 99

corinthians-puma-03-02O título dessa blogada é muito sugestivo para mim. Ele pode ser lido por três ângulos: do corintiano (porque a Fiel é a torcida do Corinthians), do número cabalístico 9 e da questão da fidelidade. Vou começar falando do lado corintiano. Ontem o Corinthians completou 99 anos de vida.  Eu, junto com toda a torcida Fiel, comemorei a perspectiva de ganharmos tudo em 2010, com o Ronaldo vestindo a camisa 99 (no dia de hoje honrosamente vestida pelo Dentinho contra o Santos) e sendo o artilheiro-mor em todas as competições que participarmos! Parece delírio de corintiano? E é, pois nós corintianos vibramos sempre por antecipação com as glórias do Timão, mesmo que ao final seja apenas cair com honra para a “segundona”, o que não vai acontecer de novo.

O numero 9 também é cabalístico na minha vida. Eu gosto de qualquer múltiplo de três, mas particularmente do nove. Dentre os números cabalísticos, o nove tem vários significados: impulso, desenvolvimento, dinamismo, criatividade, liberalidade, solicitude, filantropia, internacionalidade, ilimitação, simpatia, ansiedade, teatralidade, exagero, indiscrição, nervosismo, dissipação, emocionalismo, precipitação, egocentrismo,…, portanto coisas boas e ruins. Por quê gosto tanto do 9? Não sei… O fato é que os múltiplos de três, e particularmente o nove, me perseguem nas placas de carro, no numero de identificação de funcionário das empresas em que trabalhei, nos números de telefone, nos números de casas e apartamentos em que já vivi e até nas (poucas) rifas que já ganhei. O fato é que a numerologia do 9 me persegue e eu não costumo discutir os desígnios do destino. Se quiserem meu prognóstico, acho que vou morrer aos 99 anos. E é claro que o Corinthians será campeão em 2010 (2+0+1+0=3), nos 3 campeonatos em que participar.

Resta a questão da fidelidade. Só existem duas entidades fiéis neste mundo: Deus e a torcida corintiana. O resto, bem, o resto é senado… Fidelidade se aplica ao casamento (nesse particular não tenho queixas), à empresa, à pátria, à religião, aos amigos, à comunidade em que vivemos, resumindo, fidelidade se aplica à relação de cada ser humano com o meio em que vive. Mas, mais que tudo, a fidelidade está relacionada às circunstâncias em que vivemos determinado quadrante de nossas vidas e é aí que o leite derrama!

Somos fiéis a Deus quando tudo está bem, mas nos revoltamos e viramos ateus nas tormentas da vida. Somos fiéis à nossa linda namorada de 20 e poucos aninhos, lindinha, com tudo em cima, mas fica mais difícil nos mantermos fiéis diante dos pneuzinhos e das celulites de uma quarentona (como se pneuzinhos fossem exclusividade feminina). Somos fiéis à nossa empresa, enquanto a carreira está em franco crescimento e as promoções se sucedem, mas quando a estabilidade vem (e ela sempre vem algum dia), aí eu vendemos nosso passe por um “punhado de dólares”. E assim vai, comprovando que a fidelidade é circunstancial.

Mas, a questão da infidelidade, interessante isso, pega mais a gente quando se relaciona aos (ditos) amigos. Conheço muita gente que até veste bem um boné “bi-corno”, mas não tolera a infidelidade dos amigos. E, aprendemos isso mais cedo ou mais tarde, os amigos também são circunstanciais. Temos amigos enquanto tomamos caipirinha juntos, enquanto jogamos futebol juntos, enquanto trabalhamos juntos, enfim, enquanto somos úteis. Useless friends não existem. Quando perdemos a utilidade, os amigos do peito nos jogam para o lado como se atira um copinho usado no lixo. Sem exceções à regra, que infelizmente inclui a todos nós.

Hoje eu estou com “dor de corno” em relação a meus amigos, mas cedo ou tarde infelizmente isso acontecerá com cada um de vocês. A dor psicológica é como uma dor física, se a gente se prepara para ela torna-se um pouquinho mais suportável. Portanto, fica aqui minha sugestão amarga do dia: prepare-se para ser traído e não se decepcione, pois isso é apenas a vida como ela é.

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2 opiniões sobre “Fiel 99”

  1. Augusto, belíssimo post!!! Gostoso de ler, mas só as partes que vc não fala do timinho. As partes que vc fala dele ele se torna incrivelmente monótono..não sei pq!! Abraços e boa semana. Déco

  2. Concordo, principalmente com a parte que mais cedo ou mais tarde passará com todo mundo. Amigos que traem dão a maior dor de corno. Felizmente, conheci poucos assim (ou sou muito distraída), mas tive e tenho. Por outro lado, acho que nem sempre é só uma questão de “utilidade”. Às vezes também está nas expectativas que colocamos nas pessoas, e as expectativas são nossas e não de quem as recebe. Talvez ponderarmos sobre o nível de expectativa que temos em relação aos outros ajude a nos preparar para a próxima rasteira.

    Besitos

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