Eu concordo com o guru do Obama!

ben self smallQual foi o segredo da eleição, aparentemente impossível, do Barack Obama contra sua poderosa rival (e hoje parceira) Hillary Clinton? Foi o engajamento online, obtido através do web site e blog de campanha do Partido Democrata, tendo à frente seu diretor de tecnologia, Ben Self. Nas asas do retumbante sucesso da campanha Democrata, Ben Self fundou uma empresa de consultoria web, a Blue State Digital, que virou sonho de consumo para tudo quanto é político ao redor do globo. Porém, a empresa não se limita ao segmento político, oferecendo seus serviços para todo e qualquer setor de negócios, particularmente aqueles ligados à produção e venda de bens de consumo.

Hoje Ben Self está no Brasil, farejando oportunidades nas eleições 2010 (comenta-se que o Serra já é cliente). Perguntado pelo Valor Econômico se o engajamento web pode ser planejado, provocado e catalisado, sua resposta é SIM. Mais que isso, Ben afirma que esse fenômeno pode ser provocado não apenas para engajar eleitores, mas também e principalmente para engajar clientes (novos) para nossos negócios. Será mesmo que isso é mesmo possível?

Na verdade, isso já se provou possível no âmbito das redes sociais espontâneas, do tipo Orkut, Facebook, Youtube, Flickr, entre outras. Nessas redes, o engajamento ocorre em torno de um tema de momento e é sempre explosivo e extremamente dinâmico (vide o fenômeno Susan Boyle). Em torno de temas de seu interesse as pessoas se engajam espontaneamente (isso já aconteceu com a Coca-Cola, sem querer, numa página criada por Coke maniacs no Facebook). Resta a duvida se esse fenômeno é apenas espontâneo, ou se pode mesmo ser planejado e disparado, segundo afirma Self.

Eu estou do lado do guru do Obama e vou alinhar ½ dúzia de argumentos para corroborar suas afirmações:

  1. As empresas são criadas para atender e saciar interesses do mercado e não para vender produtos. Uma TV é um produto para quem quer se informar e se divertir (esses são os interesses), mas em determinadas situações ela pode ser substituída por um computador ligado à web.
  2. As pessoas se aglutinam na web, na forma de comunidades, em torno de interesses comuns (bons e ruins).
  3. Os interesses do mercado cedo ou tarde coincidem, ou conflitam, com os interesses das corporações.
  4. As empresas podem ficar alheias aos ruídos das comunidades web, sendo apedrejadas na surdina (a baleia comida pelo rabo sem sentir), ou simplesmente perdendo oportunidades.
  5. Mas, as empresas também podem interagir com as comunidades web, entendendo seus interesses para direcionar seus esforços de desenvolvimento de oferta e de marketing.
  6. O seeding de informações relevantes nas comunidades pode transferir o foco do interesse do público para os portais e web sites corporativos.

Portanto, o engajamento web não só é possível, como é critico num mundo de modismos e ondas passageiras e alucinantes. Você imagina que, por exemplo, as empresas do setor de entretenimento possam estar alheias as tendências que “fervem” na web (você conhece, por exemplo, o Vimeo, um YouTube cult?). Pois muitas empresas estão alheias às comunidades web e o resultado disso é a desconexão entre desejos e negócios. Essa desconexão muitas vezes é mortal, como foi para o Partido Republicano.

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