A mulher do engenheiro – 3/4

O painel de controle (da mulher)

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Quando Deus criou o homem, bastou uma mãozada de barro bem amassado, para sair dali um ser tosco, mas prático e objetivo. Já criar Eva, a partir de uma costela de Adão, deve ter dado um trabalho dos diabos. O resultado, como consequência, foi um ser complexo, que associa sofisticação a um manuseio complexo e (aparentemente) sem senso prático.

Seria injusto dizer simplesmente que homens são seres práticos, enquanto mulheres são insondáveis e tortuosas, mas toda a análise que nós marmanjos fazemos, nos leva a essa conclusão.

Comparemos a praticidade instrumental de homens e mulheres. Comecemos por coisas simples, como pentear o cabelo. Enquanto para nós o verbo pentear signifique apenas passar o pente pelos cabelos, para elas trata-se de um procedimento infinitamente mais complexo, envolvendo secadores, escovas, bobs, chapinhas e outras tranqueiras.

Lavar o rosto então é gritante. Enquanto para nós significa passar água na face, nas mulheres implica em remoção da maquiagem com vários tipos de cremes, lavar a pele com um sabonete de nome esquisito, aplicar creme emoliente, e por aí vai.

Para nós homens, sair de casa significa sair de casa, tipo ligar o carro ir para algum lugar. Para elas, sair de casa implica antes em responder a uma série de perguntas complexas. Onde vamos? Está frio lá fora? Vai chover? O AC é muito frio? Conhecemos todo mundo? O evento é diurno, ou noturno? Formal, ou informal? Quem vai com a gente? Tudo isso torna extremamente complexo um simples cinema com pipoca.

E o ato de trocar de roupa então? Para nós significa escolher uma calça, uma camisa e um par de sapatos. Mulher não troca de roupa, se arruma e quando a mulher diz que vai se arrumar é bom que a gente se prepare para esperar algumas horas. Por isso, jamais passe de surpresa na casa da namorada, a menos que tenha um jogo de futebol inteiro para assistir enquanto ela se arruma.

E o ritual do banho? Da praia? Do clube? Das compras (esse vale um blogada à parte)? Da escolha da sobremesa no restaurante? Do filme? Do lugar para as próximas ferias? Eu poderia ficar aqui infinitamente falando das complexidades situacionais das mulheres, mas eu vou fechar com chave de ouro falando da situação top, master, hiper complexa para nós homens: o sexo! My god. Não quero nem me estender, já que nós homens mal e porcamente entendemos o ponto “A”, quanto mais o ponto “G “. Se vocês querem o meu conselho, jamais perguntem: “Foi bom pra você, meu bem?

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