A mulher do engenheiro – 2/4

Argumentando (tentando) com a mulher

Gente, o gráfico abaixo pode parecer ridículo, para os homens, mas me acreditem: é exatamente assim que acontece. Eu posso testemunhar, pois já estou na fase mais baixa (e humilhante) do gráfico, onde nós homens perdemos a maioria das paradas.

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Quando conheci minha mulher eu era chegado em esportes radicais e adorava fazer camping selvagem (desses em que você acampa na praia, ou na mata, sem luz e tomando banho de rio). Me lembro de acamparmos na região de Campos de Jordão no inverno, onde dormíamos vestindo jornal por baixo da roupa, tal era o frio. Mesmo assim, tomávamos banho gelado. Nessa época eu também bebia todas e minha então namorada assimilava muito bem. Também gostava de correr e fazia provinhas com a turma quase todo fim de semana. Recém casados, íamos passar finais de semana em Atibaia e a Lygia (santa mulher) aceitava que voltando da corrida eu passasse o resto do dia comendo churrasco e bebendo com os amigos.

De repente, sutilmente, a coisa começa a mudar. Uma “peitadinha” aqui, outra ali, o primeiro “esporro por bebedeira, as esticadas de sábado começam a encurtar, acampar só em hotel, mais pra frente só em hotel muito bom, depois ela escolhe o carro novo, escolhe a nova casa, a decoração, o programa de cinema…. até que um belo dia você acorda e ela está no comando!?

O que aconteceu? Ela mudou? Eu bobeei? Estou ficando velho e percebo que não vale a pena passar a vida discutindo? Na verdade, é um pouco de tudo isso, mas a realidade sofrida (sorry brotherhood dos homens) é que nós homens quando casamos ainda somos muito infantis. As danadas das mulheres percebem e nos dão corda. Depois, pouco a pouco, vão puxando a cordinha, puxando, até que um belo dia ela está curta e sem volta. Aí, quando a gente pensa em reagir vem o bom senso, que mostra que em 99% das situações elas estão certas.

Dá pra discutir com a mulher sobre deixá-la todo o domingo com os filhos, enquanto a gente joga bola e enche a cara de cerveja? Ou então, dá pra discutir quem tem razão quando ela resolve que pizza para os amigos só se tiver empregada para depois limpar a bagunça? Ou então, porque temos que voltar mais cedo para casa no sábado, pois no dia seguinte todos têm que acordar para sair com os filhos? E por aí vai. Na idade da razão, não dá mais pra ser machão.

Portanto, vocês aí que ainda estão na “dolce vida” dos trinta e pouquinhos, vão tirando seus cavalinhos da chuva: antes dos 40 elas vão botar um cabrestinho em vocês. E sabe o que é pior? Vocês vão gostar! Top, top, top!!!

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2 opiniões sobre “A mulher do engenheiro – 2/4”

  1. Esse deixou o pessoal com medo de comentar… heheheh… será que foi o feriadão ou estão esperando os argumentos da Ligia?

    Ou será que é porque, nesse caso, é indiscutível! 😛

    Besitos

  2. É igual aquela piada de quem é a última palavra lá em casa. Claro que é do marido: Tá bom, tá bom, já vou lavar a louça. rss

    bjs

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